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O papel de Trieste na Nova Rota da Seda

O papel de Trieste na Nova Rota da Seda
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Um acordo com Roma, mas de olhos postos na Europa: os chineses em Trieste acreditam que Pequim tem uma imagem clara dos seus objetivos em Itália e o porto da cidade, na costa nordeste do país, deverá desempenhar um papel chave no quadro do projeto da Nova Rota da Seda.

Qian Zhang, representante da comunidade chinesa em Trieste: "Nos últimos anos, a China tem tentado aumentar ainda mais as exportações, face à desaceleração do crescimento interno. A Nova Rota da Seda é promovida pelo governo chinês para melhorar o acesso ao mercado europeu."

Trieste tem uma posição geográfica estratégica. No norte do Adriático, é uma plataforma onde os contentores podem ser transferidos de navios para comboios e chegar ao coração da Europa e até ao Mar Báltico. Um projeto com grande interesse económico, mas que obrigará a Itália a gerir com grande destreza a relação com a China.

Federico Pacorini, empresário de logística: "Espero que a China não esteja apenas de olhos na Itália por considerar que é o calcanhar de Aquiles da Europa. Espero que não esteja a pensar que pode obter na Itália um papel hegemónico que não conseguirá obter noutro sítio."

Em Itália, os portos são propriedade pública e, legalmente, não podem ser vendidos. O Estado pode apenas oferecer concessões a entidades privadas. O diretor do porto de Trieste considera que os produtos chineses não representam uma grande ameaça para os fabricantes locais.

Zeno D'Agostino, diretor do porto de Trieste: "Tanto quanto sei, os chamados bens chineses têm marcas europeias. Noventa por cento dos produtos chineses importados pela Europa têm as nossas marcas."

Trieste está a expandir a sua plataforma logística e, para muitos italianos, "domar o dragão" é um risco que vale a pena assumir.

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