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Crise em Madagáscar: há quem venda as panelas para poder comprar comida

Crise em Madagáscar: há quem venda as panelas para poder comprar comida
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Todas as semanas, dezenas de mulheres deslocam-se aos centros de saúde de Madagáscar para que os seus bebés desnutridos possam receber tratamento e alimentos.

Há milhares de crianças subnutridas e muitas em risco de vida, devido à seca em Madagáscar. A euronews entrevistou uma responsável local da Unicef.

"No sul de Madagáscar, há uma insegurança alimentar crónica, há vários anos. A cada estação há picos de insegurança alimentar, que dependendo do ano, são mais ou menos fortes. Há vários anos que os picos são muito intensos, o que faz com que as famílias já não tenham a capacidade de resistir aos choques. Elas venderam os bens, o gado e os bocados de terra que tinham. Há até quem tenha vendido as panelas que usavam para cozinhar. Estamos perante uma população muito vulnerável que precisa de apoio para poder continuar a gerir a vida quotidiana", afirmou Marie-Claude Désilets, da Unicef.

Graças ao financiamento da Ajuda Humanitária da União Europeia, a Unicef apoia os centros de saúde do sul de Madagáscar, a região mais afetada pela seca.

"Não temos dinheiro para comprar comida. Dou ao meu filho bebé tudo o que encontro, mas, quando não encontro nada, ele não come", contou à euronews uma mulher cujo filho está a ser acompanhado num centro de saúde.

"No âmbito dos tratamentos, oferecemos às crianças alimentos terapêuticos prontos a consumir que já vêm embalados e não precisam de ser preparados. Em relação aos antibióticos, as crianças vêm todas as semanas, durante oito semanas, para receber o tratamento e receber um diagnóstico médico e para ver se não há complicações", explicou a responsável da Unicef.

A agência da ONU ajuda 14 mil crianças no sul de Madagáscar, mas, não consegue responder a todas as necessidades. Há vinte e cinco mil crianças que precisam de ajuda alimentar, em Madagáscar.