Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

May: sacríficio ou desespero?

May: sacríficio ou desespero?
Direitos de autor
REUTERS/Henry Nicholls
Tamanho do texto Aa Aa

É considerado o derradeiro sacrifício; Mas é também visto como um acto de desespero.

Theresa May partiu à conquista dos votos dos conservadores que estão contra a forma como conduziu a saída da União Europeia. "Estou preparada para deixar o mandato mais cedo do que pensava para garantir o que está certo para o país e para o partido," declarou a primeira-ministra britânica numa reunião à porta fechada, acrescentando que sabe "que há um desejo por uma nova abordagem e uma nova liderança na segunda fase das negociações do Brexit."

Arlene Foster, líder do Partido Democrático Unionista fez questão de clarificar a posição: "Chegámos a um ponto em que o mais correto é dizer-lhe que não podemos apoiar aquele acordo," disse.

Não há sequer garantia de uma nova votação do acordo na Câmara dos Comuns. O presidente do Parlamento exigiu alterações substanciais para admitir a possibilidade.

Esta quarta-feira, nenhuma das oito opções de saída do Reino Unido da União Europeia propostas a votação no Parlamento britânico foi aprovada.

Foram as propostas dos deputados, depois da decisão do parlamento de tomar conta do processo.

Com 264 votos a favor e 272 contra, a proposta do deputado conservador Kenneth Clarke, sobre uma união aduaneira, foi a que mais se aproximou de uma vitória.

O chumbo das propostas indicativas fortalece o executivo que volta a dizer que o acordo negociado com Bruxelas é a melhor opção. Para Stephen Barclay, ministro para o Brexit, "Se acreditam no cumprimento do resultado do referendo saindo da União Europeia com um acordo, então é necessário apoiar o entendimento alcançado. Se não o fizermos, não há garantias sobre onde é que este processo termina."

Esta quinta-feira, o executivo multiplica-se em reuniões para tentar inverter o sentido de voto de alguns dos conservadores, unionistas ou independentes.

A Câmara dos Comuns apenas se entendeu para a alterar a lei com vista à extensão do artigo 50, que prevê agora duas datas de saída: 12 de abril ou 22 de maio.