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Novo adiamento para o Brexit?

Novo adiamento para o Brexit?
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REUTERS/Susana Vera
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Depois das cartas, telefonemas e da viagem de última hora a Berlim e Paris, a primeira-ministra britânica chegou a Bruxelas para pedir um novo adiamento do Brexit. Mas quanto tempo mais pode alcançar? E, sobretudo, como vai conseguir que seja aceite no Parlamento britânico?

"Tenho deixado claro que o pedido do Reino Unido é para um adiamento até 30 de junho. Tenho trabalhado para que possamos deixar a União Europeia e na realidade já o poderíamos ter feito mas o Parlamento não aprovou o acordo de saída. Por isso precisamos deste prolongamento. Para garantirmos que é aprovado no parlamento um acordo que nos permita sair de uma maneira tranquila e ordenada e que seja do interesse de todos. Acho que o que importa é que somos capazes de deixar a União Europeia na altura em que ratificarmos esse acordo que nos permitiria sair a 22 de maio."

Para a Presidente da Lituânia, Dalia Grybauskaite, o prolongamento do prazo seria a melhor opção.

"É bastante provável que seja um adiamento mais longo do que Theresa May escreveu na sua carta. Sou muito flexível porque não faz sentido debater um mês concreto. Gostaríamos de ver como podemos ajudar o Reino Unido a ter finalmente uma qualquer decisão."

Entre os líderes da União Europeia, a preocupação com um adiamento mais longo é a possibilidade do Reino Unido perturbar os negócios no espaço europeu antes de abandonar o bloco. O Presidente francês, Emmanuel Macron, é um dos mais críticos do adiamento longo.

"Para mim, nada é adquirido, nada, e especialmente quando oiço os rumores. Não há uma extensão longa. Precisamos de compreender hoje o porquê desse pedido, qual é o projeto político que a justifica e quais são as propostas."

E até um dos maiores defensores da saída, o eurodeputado britânico Nigel Farage quer um adiamento do Brexit.

"A ideia de uma extensão é aterradora, mas tenho de dizer isto, como eurocético, como alguém bastante empenhado na saída, prefiro muito mais o adiamento, do que aceitar o tratado que o Sr. Barnier deu à Sra. May."

À porta da cimeira, os defensores da permanência pedem simplesmente que o assunto se esfume.

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