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Espanha entra em campanha rumo às eleições gerais

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Espanha entra em campanha rumo às eleições gerais
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Espanha entrou oficialmente em época de campanha eleitoral. Os partidos começaram a apresentar argumentos ao eleitorado, com vista às eleições gerais de 28 de abril.

Para o líder do PSOE, atualmente no governo, o trunfo é o fantasma de um governo de três direitas. Num comício do partido, Pedro Sánchez afirmou que "o que é evidente é que se os três partidos de direita se unem a partir de 28 de abril, o confronto territorial está garantido. A corrupção vai voltar às instituições pela mão de um partido que ainda não se livrou da corrupção, como vimos nestas últimas semanas nos meios de comunicação. E vão voltar os cortes, um retrocesso no estado de bem-estar".

Longe de uma maioria absoluta, os partidos ponderam coligações. À direita, Voxx e Ciudadanos surgem como aliados prováveis do Partido Popular, de Pablo Casado, o principal opositor de Sanchez, seguidor da linha de Rajoy.

"O único partido que pode ganhar a Pedro Sanchez é o Partido Popular. E, juntos, os partidos de centro-direita, que defendem a Constituição, já temos mais voto que o bloco de independentistas, o comunismo e o socialismo. E se temos menos deputados é porque o voto se dispersou", afimou o líder dos Populares.

O receio da direita é uma geringonça à espanhola. Sondagens recentes apontam para uma vitória do PSOE, mas sugerem que a maioria absoluta só será possível através de uma coligação com o Podemos

A grande novidade destas eleições é o Vox. Depois dos bons resultados obtidos na Andaluzia, perspetiva-se o partido nacionalista use as eleições autónomas como trampolim para as gerais.

Caso eleja deputados, será a primeira vez que um partido de extrema-direita assume tamanha representatividade no parlamento desde a queda de Franco, em 1975.