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Caso de febre hemorrágica da Crimeia do Congo confirmado no Lubango

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De  Agência Lusa
Caso foi registado em Chibia, a sul de Lobango, capital de Huíla
Caso foi registado em Chibia, a sul de Lobango, capital de Huíla   -   Direitos de autor  Rubytuyen1986/ Arquivo

O departamento provincial de Saúde Pública e de Controlo de Endemias angolano confirmou este sábado, no Lubango, o registo de um caso de febre hemorrágica da Crimeia do Congo, diagnosticado inicialmente como dengue entre finais de 2018 e março último.

Citada pela agência noticiosa angolana Angop, Fátima Barros, chefe do departamento de Saúde Púbica do Lubango, na província angolana da Huíla, salientou que o infetado, um homem de 33 anos, oriundo do município de Chibia, 40 quilómetros a sul da capital provincial, está já "praticamente recuperado", depois de ter sido acompanhado pela unidade de saúde local.

Segundo a Angop, Fátima Barros tranquilizou a população, indicando não existir motivos para alarme, pois já foram executadas as medidas de controlo e feito o rastreio de todos os que contactaram de perto com o homem, embora ainda se aguarde pelos resultados.

"Foram colhidas amostras de sangue, já enviadas a laboratórios de referência e aguarda-se pelos resultados", referiu.

A confirmação do resultado veio de um laboratório de referência em África, para onde foram enviadas amostras de sangue do paciente, sublinhou Fátima Barros, explicando que a doença tem sintomas parecido com a malária, exceto a hemorragia, sendo transmitida pela picada de carraças.

São particularmente vulneráveis as pessoas que têm actividade no campo da pecuária - criadores de gado, trabalhadores de matadouros e veterinários, bem como pessoas com animais de pequeno porte ou que manuseiam sangue infetado.

Por isso, a responsável alertou a população para evitar contacto com carraças e recomendou o uso de repelentes ou de outros tipos de inseticidas para o efeito.

A agência Lusa tentou, sem sucesso, contactar fonte do Ministério da Saúde angolano.

Na notícia, a Angop não relaciona o caso de febre hemorrágica da Crimeia do Congo com o surto de ébola na vizinha República Democrática do Congo (RDC) em que, segundo as autoridades sanitárias locais, até quinta-feira passada, foram registados 1.317 casos, 1.251 deles confirmados, que já provocaram 855 óbitos desde que a epidemia foi declarada, em 01 de agosto de 2018.

Desde então, 383 pessoas foram dadas como curadas.

A Febre Hemorrágica da Crimeia do Congo é uma doença viral e revela-se primeiro com febres, dores de cabeça e mal-estar de início súbito, dor abdominal progressiva, rigidez da nuca, mudança de humor e agitação seguida de cansaço (fase pré-hemorrágica).

O período que decorre entre o contacto com os agentes infetantes e o aparecimento dos primeiros sintomas é de três a 12 dias.

A fase seguinte da doença, que existe em muitas regiões da África, Médio Oriente e Europa Oriental, é caracterizada com o aparecimento de pequenos pontos hemorrágicos disseminados e outros sinais de hemorragia.

A doença tem uma taxa de mortalidade entre 20% e 50%.