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Direita frangmentada no Parlamento Europeu

Manfred Weber, líder do PPE
Manfred Weber, líder do PPE -
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REUTERS/Lisi Niesner
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Manfred Weber tem poucas razões para sorrir. A direita europeia que lidera está fragmentada. O PPE enfrenta uma verdadeira crise e pode perder o estatuto de maior grupo do Parlamento Europeu.

Weber, que é também candidato à presidência da Comissão Europeia, perdeu o apoio do Fidész de Viktor Orbán.

O partido do governo húngaro está suspenso do PPE até às eleições do final do mês.

De acordo com o agregador de sondagens do Politico, Populares e Socialistas - os dois maiores grupos do hemiciclo - vão perder 93 deputados. Mesmo com o Fidész, o PPE pode descer dos 221 deputados atuais para 171.

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A recém formada Aliança Europeia de Pessoas e Nações (EAPN), que procura ser a casa da extrema-direita europeia e deverá arrancar com pelo menos 69 membros. Pode beneficiar a dissolução do EFDD, o grupo dos Eurocéticos, de onde já saíram os alemães da AfD, e da queda dos Conservadores do ECR.

Bastam 25 deputados de 7 estados-membros diferentes para fazer um grupo parlamentar. Tarefa que parece garantida para a Aliança. Matteo Salvini diz ter do seu lado 10 partidos de outros tantos países.

Sem se comprometer com a aliança de Salvini, Viktor Orbán quer ganhar força no PPE. O primeiro-ministro húngaro parece apostar tudo num bom resultado nas europeias e usar os seus deputados como moeda de troca para uma viragem do grupo à direita.

Uma posição de força que começa com a retirada do apoio a Manfred Weber. Orbán justifica que o candidato alemão disse não querer ser eleito com os votos húnga ros. Escolheu esta semana para anunciar que está "à procura do candidato certo".

Na resposta, o líder do PPE lamenta a decisão. Diz que Orban virou para uma direção errada e volta a apologia do ideal europeu contra os nacionalismos.