Junkcer admite expulsão do Fidesz do PPE

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De  Isabel Marques da Silva
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Junkcer admite expulsão do Fidesz do PPE

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O Partido Popular Europeu (PPE) é dominante nas instituições europeias, visto ter ganho as eleições de maio de 2019, mas vive uma crise interna. O partido húngaro Fidezs faz parte da família PPE, mas está suspenso e poderá ser expulso devido a deriva autoritária do primeiro-ministro Viktor Orbán. Um dos rostos mais conhecidos do PPE, Juncker admite que é uma situação difícil, em mais um excerto da entrevista exclusiva que concedeu à euronews sobre o seu recente legado como presidente da Comissão Europeia.

Maria Psara/euronews: Por quanto mais tempo pensa que o Fidesz fará parte do grupo PPE?

Jean-Claude Juncker/ex-presidente da Comissão Europeia: Eu deixei meu ponto de vista muito claro há vários anos. Sou a favor da permanência desde que o Fidesz esteja de acordo com os princípios básicos e principais da democracia cristã, mas penso que o Fidesz deve ser expulso se não aceitar a doutrina central do PPE. Nesse caso, não há lugar para a Fidesz no PPE. Mas já não me ocupa dessa matéria.

Maria Psara/euronews: Preocupa-se com o facto do Fidesz estar a tentar fazer uma união com o político italiano de extrema-direita Matteo Salvini?

Jean-Claude Juncker/ex-presidente da Comissão Europeia: Não sei até que ponto esse esforço será recompensado. Não tenho conhecimento sobre as relações entre Salvini e ViKtor Orbán, mas Salvini está longe de respeitar os valores básicos da democracia cristã europeia.

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