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Protestos palestinianos marcam 71 anos da 'Nakba'

Protestos palestinianos marcam 71 anos da 'Nakba'
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REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa
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Milhares de palestinianos assinalaram esta quarta-feira nas ruas o 71º aniversário da 'Nakba', também conhecida como 'A Catástrofe', em referência ao êxodo de mais de 700 mil pessoas no dia seguinte à criação do estado de Israel (14 de maio de 1948).

Enquanto as sirenes se faziam ouvir durante 71 segundos em Ramallah, manifestantes marcharam desde o túmulo de Yasser Arafat, antigo líder da Autoridade Palestiniana, para um protesto no centro da cidade.

Os palestinianos exigiram o regresso às casas e terras perdidas em 1948.

Num tempo em que a paz no território parece cada vez mais uma ilusão, o primeiro-ministro palestiniano, Mohammad Shtayyeh, avisou que a Autoridade Palestiniana vai rejeitar o plano de paz desenhado pelos Estados Unidos, caso este reduza os direitos do povo.

"Qualquer solução política apresentada pela administração dos Estados Unidos, ou por qualquer outro partido, que reduza os direitos de nosso povo com base na ocupação será rejeitada pelo presidente e por todo o povo palestiniano", afirmou Shtayyeh, depois de depositar uma coroa de flores no túmulo de Arafat.

Em 2018, mais de 60 palestinianos perderam a vida na manifestação, num ano também marcado pela abertura da embaixada americana em Jerusalém.

As manifestações desta 'Nakba' foram mais pacíficas. Militantes do Hamas manifestaram-se em Gaza, protestando ao longo da linha que separa Israel do território palestiniano, e mesmo assim registaram-se mais de 40 feridos.

Para o porta-voz do movimento, Fawzi Barhoum, é tempo de acabar com a ocupação israelita: "Todo o povo palestiniano presente nesta marcha quer impor o fim do cerco e do sofrimento na Faixa de Gaza à ocupação israelita. Estamos unidos com toda a força e com todos os meios de luta até acabarmos com este cerco, e afirmamos o nosso direito de regressar e os nossos direitos sobre Jerusalém e a Palestina".

Segundo as estimativas internacionais, existem atualmente cinco milhões de refugiados palestinianos espalhados pelo Médio Oriente.

A 'Nakba' foi instituída pelo antigo presidente da Autoridade Palestiniana Yasser Arafat, em 1998.