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Antigo militar israelita critica detenção de crianças palestinianas

Antigo militar israelita critica detenção de crianças palestinianas
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O exército israelita detém frequentemente crianças palestinianas na Cisjordânia. No final de março de 2019, 250 menores encontravam-se presos. Um antigo militar israelita, hoje membro de uma organização que se opõe à ocupação, disse à euronews que, em Hebron, os soldados nem sempre respeitam os direitos das crianças. Segundo a lei militar israelita, menores de 12 anos podem ser presos.

"Para eles, as crianças são um alvo legítimo. Nós detemos crianças. Segundo a lei militar, se duas crianças, um palestiniano e um colono, atirarem pedras uma à outra, caso tenham 12 anos, o colono não será julgado em tribunal, não vai comparecer no tribunal civil israelita, mas, a criança palestiniana é tratada de acordo com o direito militar. Aos 12 ou mesmo aos 11 anos deverá ir a tribunal. Essa criança é considerada responsável pelos seus atos. É apenas uma criança mas é vista como uma ameaça ou como uma ameaça potencial à segurança. Será julgada por um tribunal militar, com direitos mínimos, porque essa criança não é tratada como uma pessoa, mas como uma ameaça potencial, enquanto membro de um povo sob ocupação. Não é pela população ocupada que estamos aqui. Estamos aqui para garantir a segurança dos colonos. Devemos simplesmente garantir que ela não representa uma ameaça à segurança. É por isso que há crianças muito novas, na prisão, ao lado de terroristas", explicou Achiya Schatz, da ONG Breaking the Silence.

A maioria das crianças é acusada de atirar pedras, um delito punido com penas que variam entre alguns meses e vários anos de prisão. A pena máxima é de 20 anos de prisão.