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Drama político no Festival da Eurovisão

Drama político no Festival da Eurovisão
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Uns adoram e outros detestam, mas o Festival Eurovisão da Canção é sempre um acontecimento anual muito mediático, testando novas fronteiras nos estilos musicais e na encenação.

Portugal foi dos que inovou em 2019, mas não se apurou para a final que decorre em Telavive, capital de Israel.

Tal como já ocorreu no passado, a controvérsia deste ano tem a ver com o enquadramento político, já que se vive um momento de grande violência entre israelitas e palestinianos.

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Madonna já está em Israel para prestigiar o FestivalREUTERS/Amir Meiri/YNet/Pplus

"Não é apenas a questão do evento poder ser utilizado para legitimar a ocupação de Israel dos territórios palestinianos, mas também porque Israel ainda é uma espécie de país em construção. Muitas pessoas vivem em circunstâncias ambíguas no território sob sua jurisdição. Penso que há muitos israelitas sensíveis a essa questão e é por isso que se organizam tantas ações de protesto e manifestações em torno do Festival da Eurovisão ", disse, à euronews, o jornalista israelita Joel Schalit.

Cerca de uma centena de artistas de todo o mundo, incluindo portugueses, apelaram a um boicote, exigindo mais justiça e igualdade de direitos para palestinianos.

Barulho durante Ramadão

O facto do evento ocorrer durante o mês do Ramadão, altura de jejum e oração para muçulmanos, também levantou críticas. Foram feitos apelos para respeitar os espaços junto das mesquitas, mas os fiéis queixam-se.

“Quando estamos a rezar no interior da mesquita não há um sentimento de solenidade por causa do barulho. Este evento vai durar uma semana e quando queremos rezar, ao final de cada dia, há demasiado barulho", disse Sa Abu Zakariya.

Recorrentes são também as controvérsias sobre características ou estilos de vida dos concorrentes. Este ano, fala-se muito sobre as origens egípcias do cantor italiano Mahmood, bem como da "drag queen" franco-marroquina Bilal Hassani, que foram alvo de vários comentários discriminatórios.