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A importância cultural da Kizomba

A importância cultural da Kizomba
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"Kizomba é tão natural como beber água. As crianças dançam kizomba, os adolescentes dançam kizomba e nós comunicamos com a kizomba. Quase conseguimos ver a alma da outra pessoa a dançar com ela. É a nossa cultura, somos nós."
Dinamene Cruz
Apresentadora angolana e fã de Kizomba

A palavra "Kizomba" vem do Kimbundu, uma língua bantu, e significa celebração ou festa. A Kizomba desenvolveu-se em Angola nas décadas de 1980 e 1990 na região em torno da capital Luanda, primeiro como um estilo musical, depois como uma dança.

Kizomba é considerada uma dança muito elegante, pelo menos na sua versão mais moderna. Paralelamente, a Kizomba tem também alguma 'carga' erótica, mas, apesar de todo o erotismo, não tem uma conotação sexual direta para os angolanos.

"Nós entendemos o mundo com o tacto. Como os bebés tocam as coisas para entender, nós comunicamos com o contacto. Para outros países, à primeira vista, parece uma coisa sexual, mas não é. Quando se dança kizomba, pode-se entender a alegria, e é possível ver todas as pessoas a dançar com um sorriso no rosto", afirma Dinamene Cruz, apresentadora do programa "Janela Aberta", da Televisão Pública de Angola (TPA), e fã deste género musical e dança.

A Kizomba é uma mistura de muitos estilos musicais. Os laços estreitos de Angola com o Brasil e Cabo Verde remontam aos tempos coloniais, quando Angola era o centro do tráfico de escravos. Em Angola, mas também em Cabo Verde, danças africanas locais e estilos musicais misturaram-se com o 'Zouk' caribenho, sendo que o 'Kompa' haitiano e o Semba fazem parte desta cultura musical.