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Incêndios florestais, um problema europeu

Incêndios florestais, um problema europeu
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Este ano, os incêndios florestais na União Europeia já superaram os incêndios do ano passado com mais de 200.000 hectares queimados. Mas a estação do pico do fogo está apenas a começar.

Em 2018, 135 mil hectares foram reduzidos a cinzas. Apenas seis estados membros foram poupados pelas chamas. Os incêndios mataram mais de 100 pessoas na Grécia em 2018.

A prevenção

Quase cem veículos, um helicóptero, dois Canadairs, cerca de 300 bombeiros de sete países europeus desembarcaram na ilha croata de Cres, para o CRES-MODEX 2019, uma enorme simulação de 4 dias.

O exercício foi organizado para treinar equipas da União europeia, num ambiente realista, e prepará-las para missões internacionais.

Uma vez estabelecida a base de operações, a palavra-chave para as unidades e o objetivo do exercício é a cooperação.

"Fazer equipas diferentes, de diferentes países e línguas diferentes, trabalhar em conjunto com o mesmo objectivo requer uma metodologia. Este exercício permite-nos melhorar a forma como cooperamos para que possamos ser muito mais eficientes quando a situação se torna real", contaNikola Tramontana, da Proteção Civil Croata, o especialista que elaborou o cenário do exercício.

As equipas estão a responder a emergências simultâneas em toda a ilha, semelhante ao que Portugal e a Grécia tiveram. Estão de plantão 24 horas por dia. A tarefa é dificultada ao máximo, como pode acontecer no terreno.

O exercício não é sobre como apagar um incêndio, mas como trabalhar em estratégia, planeando atividades táticas e gerenciando equipas internacionais em território desconhecido.

Um comandante francês coordenou uma operação de busca e salvamento onde todos os bombeiros tinham que seguir as técnicas padronizadas da União europeia. É como falar a mesma língua, mesmo que não o façam.

Estas equipas fazem parte das forças prontas a ser implantadas pelo Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia. Desde 2001, este sistema de apoio de emergência já interveio 300 vezes em algumas das emergências mais complexas do mundo.

Este mecanismo foi reforçado antes da temporada de verão com o chamado RescEU, estabelecendo uma reserva de aviões de combate a incêndios e helicópteros, enquanto impulsiona medidas de prevenção de desastres.

“Definitivamente, através da RescEU, podemos melhorar e podemos aumentar a nossa maneira efetiva e eficiente de lidar com desastres naturais. Catástrofes e desastres naturais não têm fronteiras, e nós temos de encontrar maneiras para ver isso. Além disso, a solidariedade europeia não tem fronteiras.", admitiu Christos Stylianides, comissário para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crise.

Um exercício como este também oferece o melhor cenário para testar como as novas tecnologias e ferramentas podem ser aplicadas à proteção civil. Uma equipa de especialistas espanhóis trouxe um novo sistema de avaliação de incêndios: drones.

"É uma ferramenta de visualização. Bastante simples e essa é a chave. Com apenas um olhar, temos a ideia de como o terreno é configurado, como o incêndio evolui, qual o perímetro atual e como esse vai evoluir", conta rodrigo Álvarez.

A maioria dos incêndios florestais é causada pela atividade humana, pla criação de uma florestal insustentável e pela degradação dos ecossistemas. É por isso que os especialistas dizem que a chave para proteger os cidadãos e as nossas florestas ainda é a prevenção.