A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.
Última hora

Trabalhistas britânicos querem segundo referendo

Trabalhistas britânicos querem segundo referendo
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

O Partido Trabalhista britânico afirma que vai pressionar o próximo líder dos Conservadores no sentido de realizar um novo referendo antes da saída do Reino Unido da União Europeia prevista para o dia 31 de outubro.

O líder trabalhista, Jeremy Corbyn, afirma que o partido vai apoiar a permanência do país bloco.

No entanto, alguns críticos afirmam que Corbyn não deixou claro que caminho tomaria caso viesse a tornar-se primeiro-ministro.

"O Partido Trabalhista quer evitar uma situação de ausência de acordo e quer dar às pessoas a oportunidade de escolherem permanecer na União Europeia ou aceitarem o que será uma situação desastrosa de ausência de acordo com a UE e as consequências sobre os preços dos alimentos, fornecimentos de medicamentos e investimentos na indústria", disse o líder trabalhista.

Em declarações à euronews, um dos principais peritos britânicos em lei e política diz que no passado Corbyn foi criticado por estar do lado dos eurocéticos e agora defende a continuação do Reino Unido na União Europeia.

"Para os Trabalhistas é importante regressarem às bases e dizerem que deram a oportunidade ao governo de proteger os postos de trabalho e de apresentar um acordo favorável a todos.
O facto é que o acordo de Theresa May não goza de apoio público nem do parlamento. Ausência de acordo é ainda menos popular a nível público do que a nível parlamentar. Essas são as duas únicas opções que os Conservadores oferecem", adianta Thomas Brooks, professor de Direito e Governo da Universidade de Durham no Reino Unido.

Em fevereiro passado, Corbyn escreveu à então primeira-ministra, Theresa May, exigindo cinco alterações na política do Brexit sem contudo mencionar a realização de um voto popular.

Em março, por ordem de Corbyn, os deputados trabalhistas abstiveram-se na votação de uma emenda legislativa a qual abria caminho a um segundo referendo.