Navio de guerra britânico a caminho do Golfo Pérsico

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A notícia do reforço militar no Estreito de Ormuz surge depois de Teerão exigir a libertação do petroleiro iraniano apreendido em Gibraltar

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A detenção de um petroleiro iraniano em Gibraltar colocou Londres no meio do conflito político entre os Estados Unidos e o Irão. O Reino Unido diz que não quer aumentar a tensão com o governo iraniano mas reconhece que mantém conversações com Washington sobre o reforço da presença militar no Golfo Pérsico.

Um navio de guerra britânico está a caminho de uma das zonas que neste momento mais preocupam a comunidade internacional.

A detenção do navio iraniano, no território britânico no sul de Espanha, desencadeou uma nova crise com o Irão. O primeiro-ministro de Gibraltar, Fabian Picardo, diz que há provas de uma carga ilegal de petróleo.

“Após testes de laboratório, foi confirmado que a carga consiste em 2,1 milhões de barris de petróleo. Não permitiremos que Gibraltar seja utilizado ou seja cúmplice, consciente ou inconscientemente, da violação das sanções da União Europeia, de outras sanções internacionais, ou de acões que a nossa legislação proíbe."

O Irão exigiu, esta sexta-feira, a libertação do petroleiro  e acusou Londres de fazer "um jogo perigoso". A posição foi assumida por Mohammad Javad Zarif, ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros.

“As sanções da União Europeia destinam-se a impedir a Europa de comprar o petróleo da Síria, não se trata de outro país vender petróleo à Síria. Portanto, esta é uma desculpa muito infantil e ridícula dos britânicos. Eles deveriam anunciar oficialmente: “somos servos da América e agimos em nome da América. A América retribuiu bem este favor ao insultar o embaixador e a primeira-ministra britânicos".

A Marinha britânica revelou que impediu nesta quinta-feira três navios iranianos de travarem a passagem de um petroleiro britânico no Estreito de Ormuz.

O episódio foi visto como uma retaliação pela detenção do petroleiro iraniano em Gibraltar.

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