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Luta pelas jazidas de gás natural no Mediterrâneo oriental

Luta pelas jazidas de gás natural no Mediterrâneo oriental
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REUTERS/Murad Sezer
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"Fé" é a primeira plataforma turca de exploração de petróleo e gás instalada nas águas de Chipre.

Uma plataforma que levou a União Europeia a decretar sanções contra a Turquia pelas perfurações à volta da ilha cipriota. Numa espécie de resposta antecipada a Bruxelas, o governo de Ancara reforçou a presença da marinha. Já enviou embarcações para a região.

Os analistas dizem que a Turquia quer forçar as negociações e garantir um quinhão dos recursos naturais na região. "Se os turcos cipriotas e os gregos cipriotas concordarem na partilha destes recursos, não haverá necessidade para uma perfuração separada pelo lado turco," diz Sinan Ulgen, o Presidente do Centro de Estudos Políticos e Económicos da Turquia.

A Turquia tem na União Europeia o principal mercado. O congelamento de fundos - por via direta ou através do Banco Europeu de Investimento - e do Acordo Bilateral de Transporte Aéreo pode ter um impacto negativo numa economia já debilitada.

A compra de armamento à Rússia ameaça levantar uma outra onda de sanções. Os Estados Unidos, outro aliado no âmbito da NATO, já sinalizaram que não gostam desta relação comercial.

A moeda turca tem sofrido os impactos das decisões políticas de Recepp Tayyip Erdogan. Atingiu mínimos em 2018 de tal forma que expôs cisões no partido do governo.

Só Ancara reconhece a República Turca de Chipre do Norte como país, região no norte da ilha cipriota. Daí o diferendo sobre a quem pertence a zona marítima envolvente.

Yusuf Erim é um analista da rádio estatal turca. Diz que Ancara quer defender o que considera ser um direito. "Estas atividades de perfuração representam uma marcação de posição da Turquia, lembrando a Chipre, À Grécia e à União Europeia que 'estamos aqui'; 'a nossa marinha está aqui'," afirma.

Uma posição que surge como resposta aos acordos tornados públicos de exportação de gás natural para alguns rivais da Turquia, como Israel ou o Egipto.

A Europa, diz Kristian Brakel, diretor da Fundação alemã Heinrich Böll, é cada vez mais um observador e que "a melhor opção seria resolver o conflito com Chipre".

Os cipriotas turcos, apoiados por Ancara, propõem uma exploração conjunta com os cipriotas gregos dos recursos marítimos naturais. Nicósia quer por a questão dos recursos naturais dentro de uma conversação mais alargada de pacificação da ilha e partilha de poder. Até agora sem resposta.

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