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Deputados britânicos rejeitam Brexit sem acordo

Deputados britânicos rejeitam Brexit sem acordo
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Reuters
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O voto de quinta-feira dos deputados britânicos deixa o novo primeiro-ministro de mãos amarradas. Qualquer que seja o vencedor, não poderá suspender o Parlamento para forçar uma saída da União Europeia (UE) sem acordo. Mais de metade da Casa dos Comuns votou pela medida, incluindo vários deputados conservadores.

Boris Johnson, que muito provavelmente será o novo primeiro-ministro, comprometeu-se a deixar a UE, com ou sem um acordo, em 31 de outubro.

"Eu não quero colocar um prazo, exceto dizer que quero sair bem antes da próxima eleição. O crucial é sair em 31 de outubro, certificar de que deixamos a ordem jurídica da UE. Em seguida, qualquer negociação que façamos sobre o acordo de livre comércio, como já disse, não deve demorar mais de um ano - ou um par de anos - e, depois, sair bem antes da próxima eleição," declarou o candidato à liderança do Partido Conservador, Boris Johnson.

De Bruxelas, o primeiro vice-presidente da Comissão Europeia, Franz Timmermans, colocou achas na fogueira. Esta quinta-feira, foi difundida uma entrevista, realizada no início deste ano, onde Timmermans ridiculariza os negociadores britânicos que iniciaram as conversações para o Brexit em 2017.

"A primeira vez que vi declarações públicas de David Davis e eu vi que não se chegava à frente, não negociava e andava a armar-se em bom. Eu pensei, "oh meu Deus, eles não têm um plano. não existe plano nenhum". Francamente, fiquei muito chocado, porque o potencial de dano de não se ter um plano, você sabe. Vemos o tempo a esgotar-se e não há um plano. É como o Lance Corporal Jones (do programa da TV britânica Dad's Army), "não entrem em pânico, não entrem em pânico", enquanto correm como idiotas," afirmou o primeiro vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans, na entrevista.

A Agência de Responsabilidade Orçamental Britânica disse que a Grã-Bretanha pode estar entrar numa recessão que poderia piorar com uma saída da UE sem acordo, causando um impacto de 33 mil milhões de euros nas finanças públicas - Colocando ainda mais pressão sobre o próximo inquilino de Downing Street.