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Funcionário do consulado britânico em Hong Kong está desaparecido

Funcionário do consulado britânico em Hong Kong está desaparecido
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Um funcionário do consulado britânico em Hong Kong está desaparecido desde que entrou na China continental numa viagem de negócios.

A imprensa diz que Simon Cheng, de 28 anos, visitou Shenzhen, a cidade que divide Hong Kong da China continental no dia 8 de Agosto, e não terá regressado, numa viagem que terminaria no mesmo dia.

O gabinete de comunicação da Polícia de Hong Kong diz que não tem qualquer informação sobre o paradeiro de Simon Cheng.

"Recebemos um relatório a 9 de agosto de um caso de uma pessoa desaparecida, mas por uma questão de dados pessoais não pudemos divulgar muitos detalhes. O caso está atualmente sob investigação pela Unidade de Pessoas Desaparecidas. Até agora, a polícia de Hong Kong não recebeu qualquer notificação da autoridade continental.", admitiu o porta-voz da polícia.

Mutios são os meios de comunicação que falam de uma possível detenção por parte das autoridades chinesas, na fronteira com a ex-colónia britânica, mas a polícia admitiu, na conferência de imprensa, não ter qualquer dado que sustente essa suposta detenção.

Nenhum comentário em relação ao caso foi feito pelo governo chinês, o qual tenta, nesta altura, resolver uma outra acusação.

Twitter bane propaganda dos média controlados pelo Estado após suspender contas associadas à China

As autoridades chinesas são suspeitas de usarem contas no Facebook e no Twitter para atacar manifestantes de Hong Kong. O ministério dos Negócios Estrangeiros disse que os chineses têm o direito à "liberdade de expressão".

Entretanto, a rede social Twitter informou que não aceitará mais "propaganda de órgãos de imprensa controlados pelo Estado", condenando comportamentos "manipuladores", depois de anunciar que suspendeu quase mil contas associadas ao regime chinês.

"Comportamentos ocultos e manipuladores não têm lugar no nosso serviço - eles violam os princípios fundamentais sobre os quais a nossa empresa foi construída", defendeu o Twitter, em comunicado.

Na mesma nota, o grupo detalha que aquela medida não abrange órgãos independentes financiados pelos contribuintes ou que apenas se dedicam a conteúdo de entretenimento, desporto e viagens.

Pequim, que há muito se queixa que a imprensa ocidental domina o discurso global e alimenta preconceitos contra a China, investiu nos últimos anos milhares de milhões de dólares para convencer o mundo de que o país é um sucesso político e cultural.

Twitter ou Facebook têm sido parte central dessa estratégia, apesar de estarem bloqueados na China, onde a narrativa é controlada pelo Partido Comunista, cujo Departamento de Propaganda emite diretrizes para os órgãos de comunicação ou censura informação difundida nas redes sociais domésticas, como o Wechat ou Weibo.

Vários órgãos de comunicação estrangeiros estão também bloqueados na Internet chinesa, a maior do mundo, com cerca de 710 milhões de utilizadores.

No mesmo dia, o Twitter anunciou a suspensão de 936 contas originárias do continente chinês, que "deliberada e especificamente tentavam semear a discórdia política em Hong Kong, inclusive minando a legitimidade e as posições políticas dos manifestantes".

A empresa disse que suspendeu as contas com base em "evidências confiáveis" de que se tratava de uma "operação coordenada pelo Estado".

Também o Facebook disse que iniciou uma investigação, após receber informações do Twitter, e removeu cerca de 15 páginas, grupos e contas que estavam "associados ao Governo chinês" e também "focados em Hong Kong".