Macron quer acabar com guerra comercial EUA-China

Trump e Macron encontraram-se antes do arranque formal da cimeira
Trump e Macron encontraram-se antes do arranque formal da cimeira Direitos de autor Ludovic Marin via REUTERS
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De  Teresa Bizarro
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Brasil e China, duas economias ausentes, marcam o arranque dos trabalhos da cimeira do G7 em Biarritz

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Donald Trump chegou a França para participar na cimeira do G7 com a ameaça de uma escalada da guerra comercial com a China no bolso. O gigante asiático não faz parte do G7, mas por ser, de facto, uma das economias com mais peso do mundo vai atravessar muitas das conversas.

Estados Unidos e China não conseguem entender-se sobre os termos de um acordo comercial e têm aumentado as medidas proteccionistas como forma de pressão. Trump procura em Biarritz apoio para as suas políticas.

O Presidente francês escolheu antecipar a resposta publicamente. Numa comunicação ao país, Emmanuel Macron diz que quer "convencer os parceiros que as tensões - em particular as tensões comerciais, são prejuiciais para todos". O chefe de Estado francês defende que é preciso "encontrar uma forma de estabilizar as relações" e evitar uma "guerra comercial que está a espalhar-se por todo o lado". Para Macron é tempo de "encontrar novas formas de relançar a economia, recuperando o crescimento".

01.01 SET UP SHOT EUROPEAN COUNCIL PRESIDENT, DONALD TUSK

Recado para Donald Trump, que serve também para Jair Bolsonaro. Na abertura do G7, o Presidente do Conselho Europeu considerou que os incêndios na Amazónia são um "deprimente sinal dos nossos tempos". Donald Tusk põe em cima da mesa o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, lembrando "que também regula a proteção do clima e do ambiente." Tusk avisa que "é difícil imaginar um processo harmonioso de ratificação do documento na Europa enquanto o governo brasileiro permitir a destruição do pulmão verde do planeta Terra."

França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Estados Unidos, Canadá e Japão têm até segunda-feira para encontrar respostas aos novos desafios para a economia mundial. O Brexit está também no topo da agenda.

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