Guerra comercial China-EUA não fica à porta do G7

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Direitos de autor REUTERS/Sergio Perez
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De  Teresa Bizarro
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Trump sobe o tom das críticas a Pequim. Acusa a China de "roubo" e "ordena" às empresas que procurem alternativas para a produção

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A guerra comercial entre Estados Unidos e China ameaça dominar a cimeira do G7, em Biarritz, a cidade costeira francesa. A China anunciou taxas adicionais de 5% ou 10% para mais de 5 mil produtos norte-americanos, a partir de setembro - uma resposta às tarifas já impostas por Washington aos produtos chineses.

Donald Trump não gostou. Em poucas horas, o presidente dos Estados Unidos disparou duas mãos cheias de tweets. Diz que a China "rouba" ano após ano, nas últimas décadas, "vastas quantias de dinheiro" e que isso tem de acabar. Ordena mesmo - com todas as letras - às empresas norte-americanas que procurem uma alternativa à China para a produção dos produtos.

O episódio mais recente na guerra comercial entre os dois gigantes tem repercussões em todo o mundo. Um efeito de tal forma grave que o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional corrigiram as previsões para o crescimento este ano.

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Uma correção que vem com um alerta: um crescimento económico mais forte é essencial para reduzir a pobreza e melhorar a qualidade de vida.

O fosso entre ricos e pobres na maioria dos países do G7 continua sem diminuir. Juntos, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Japão tem mais de metade de toda a riqueza mundial. É nestes países que se concentram os mais ricos do mundo.

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Um abrandamento econónico - dizem os especialistas - significa também um agravamento das desigualdades.

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