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Termina "prazo" para nomear comissários europeus

Termina "prazo" para nomear comissários europeus
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REUTERS
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Depois de 60 anos, a Comissão Europeia vai ter, pela primeira vez, uma mulher a liderar o ramo executivo da União Europeia. Ursula von der Leyen tem trabalhado muito, este verão, para obter os melhores candidatos dos Estados-membros para sua equipa.

Uma das suas principais exigências é ter paridade de género. A presidente-eleita quer ter pelo menos 13 mulheres (incluindo a própria, pela Alemanha), o que significa mais quatro do que na atual equipa de Jean-Claude Juncker.

Por isso, pediu a todos os países para enviarem, até 26 de Agosto, o nome de um homem e de uma mulher, mas apenas Portugal e Roménia seguiram a sugestão.

Portugal terá enviado o nome de Pedro Marques, atualmente eurodeputado e ex-ministro das Infraestruturas, e Elisa Ferreira, atual vice-governadora do Banco de Portugal, que já foi eurodeputada e ministra.

Alguns Estados-membros decidiram nomear diretamente uma mulher e algumas delas já pertenciam à equipa de Juncker e vão fazer um segundo mandato.

Sombra dos candidatos principais?

No total, três mulheres e cinco homens da atual comissão (Valdis Dombrovskis, Mariya Gabriel, Joanahn Hahn, Phil Hogan, Vera Jourova, Maros Sefkovic, Frans Timmermans, Margrethe Vestager) trabalharão na próxima, incluindo alguns dos que foram principais candidatos a presidente, tais como o holandês Frans Timmermans e a dinamarquesa Margrethe Vestager.

O analista político Daniel Gros, diretor do centro de estudos CEPS, em Bruxelas, diz que não devem ser vistos como uma ameaça à liderança.

"É sempre bom ter algumas pessoas que já estiveram na comissão e oito não chega sequer a um terço do total, pelo que não deverá ser um problema. Além disso, essas oito foram bastante passivos na comissão anterior e, portanto, não penso que vão ser muito dominantes no novo executivo", explicou, em entrevista a Isabel Marques da Silva, correspondente da euronews em Bruxelas.

Pastas importantes ou controversas

A presidente eleita terá um trabalho delicado na distribuição das pastas, especialmente as mais importantes tais como Agricultura, Digital, Assuntos Económicos e Financeiros, Comércio, Desenvolvimento Regional, Justiça e Estado de direito, que têm grandes impactos a nível político e financeiro.

Mas a decisão final depende, também, do resultado das audições aos comissários no Parlamento Europeu, marcadas para a segunda quinzena de setembro.

Para Daniel Gros também é importante que Ursula von der Leyen altere o estilo de gestão de Juncker: "A comissão de Juncker era totalmente centralizada, os comissários individualmente não contavam para quase nada, o que levou a uma organização muito gerida de cima para baixo, perdendo parte da vitalidade interna".

"Ursula von der Leyen poderia ser diferente e dizer: "Vou permitir mais discussão na comissão, vou deixar mais espaço para que cada comissário tenha as suas próprias iniciativas"", acrescentou.

Outras pastas importantes, tais como a da migração e a das alterações climáticas, também podem ser descritas como contenciosas porque levaram a grandes divergências entre os Estados-membros sobre as políticas a serem adotadas.

Nomeados no último minuto

Alguns países deixaram para o último minuto a divulgação do nome do candidato. A Bélgica fê-lo um dia antes do prazo dado pela presidente-eleita. Os nomeados por França e Itália são, ainda, uma incógnita.

Após as primeiras audiências em meados de setembro, Ursula von der Leyen terá cerca de um mês para apresentar a lista final de nomes ao Parlamento Europeu. A votação final terá lugar no final de outubro, para que a nova Comissão Europeia tome posse a 1 de novembro.