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Bolsonaro muda decreto e restringe proibição de queimadas à Amazónia

Bolsonaro muda decreto e restringe proibição de queimadas à Amazónia
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O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, alterou o decreto original sobre a proibição de queimadas no país durante dois meses, restringindo a interdição à Amazónia.

A mudança ocorreu somente um dia depois de este ser publicado, permitindo agora queimadas controladas sob a aprovação das autoridades ambientais.

As queimadas têm sido apontadas como uma das principais causas dos incêndios que têm devastado a Amazónia no último mês. Só em 2019 já foram registados cerca de 95 mil fogos no país, um aumento de cerca de 75 por cento face ao mesmo período do ano passado, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil.

Também a Greenpeace Brasil veio criticar o chefe de Estado, considerando-o um dos maiores responsáveis pelo aumento da desflorestação da Amazónia, em conjunto com a atividade pecuária.

A organização não-governamental foi ainda mais longe e apelou ao boicote comercial de produtos brasileiros provenientes de áreas desflorestadas.

Uma empresa americana de vestuário e calçado, a VF Corp, detentora de marcas como a Timberland ou a Vans, já declarou a suspensão de importação de couro, num sinal da pressão internacional em defesa da Amazónia.

Uma pesquisa do centro de sondagens Datafolha publicada esta semana revela mesmo que 75% dos brasileiros inquiridos veem como legítimo o interesse estrangeiro na maior floresta tropical do mundo.

Os países do G7, o Canadá e o Reino Unido chegaram a avançar com apoios financeiros ao Brasil. Jair Bolsonaro não aceitou ainda a ajuda externa e impôs condições, como o reconhecimento absoluto da soberania sobre a Amazónia e a liberdade para gerir as verbas.

No entanto, o mesmo estudo adianta que 66% dos brasileiros defendem que o país aceite o dinheiro para a Amazónia e reprovam a gestão de Bolsonaro em relação à situação na Amazónia.