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Francisco despede-se de Moçambique com um apelo: Combate à corrupção

Francisco despede-se de Moçambique com um apelo: Combate à corrupção
Direitos de autor Reuters
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De  Euronews com Lusa
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Antes de partir para Madagáscar, o líder da Igreja Católica, durante a missa em Maputo, deixou alguns conselhos aos moçambicanos

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 Papa Francisco fez um apelo para o combate à corrupção em Moçambique, onde há muitas riquezas, mas grande parte da população vive na pobreza.

"Moçambique possui um território cheio de recursos naturais e culturais", destacou, mas apesar destas riquezas, "uma quantidade enorme de população vive abaixo do nível de pobreza", referiu durante a homília numa missa campal no Estádio Nacional do Zimpeto.

Segundo o Papa, que falava perante milhares de pessoas, "por vezes, parece que aqueles que se aproximam com suposto desejo de ajudar, têm outros interesses. É triste quando isto se verifica entre irmãos da mesma terra, que se deixam corromper".

"É muto perigoso aceitar que a corrupção seja o preço que temos de pagar pela ajuda externa", sublinhou, fazendo um voto: "que não seja assim entre vós".

A utilização dos recursos naturais de Moçambique a favor de toda a população, por um lado, e o combate à corrupção e desigualdades, por outro, são temas que têm motivado debate aceso pela sociedade moçambicana nos últimos anos.

O país assiste desde 2016 ao desenrolar das investigações ao caso das dívidas ocultas no valor de 2,2 mil milhões de dólares (cerca de dois mil milhões de euros) com várias figuras ligadas ao Estado, ex-banqueiros e negociantes estrangeiros detidos por suspeita de fraude, lavagem de dinheiro, corrupção e outros crimes.

As dívidas foram suportadas por garantias soberanas entre 2013 e 2014, mas o dinheiro nunca chegou às empresas estatais a que se destinaria, afundando a economia nacional.

Moçambique deverá tornar-se na próxima década num dos dez principais fornecedores de gás natural liquefeito do mundo, criando riqueza que deverá catapultar o crescimento económico do país e com capacidade para reduzir bastante a pobreza - que ainda afeta cerca de metade dos 28 milhões de habitantes.

O Papa Francisco encerrou com a missa campal a passagem por Moçambique, continuando o seu périplo em Madagáscar, país onde está aterrou. Na segunda-feira ruma às ilhas Maurícias.

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