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Como vai Elisa Ferreira gerir fundos da UE?

Como vai Elisa Ferreira gerir fundos da UE?
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Coesão e Reformas é o nome da pasta de Elisa Ferreira na Comissão Europeia, algo que satisfaz a ambição do governo de Portugal de "controlar" a ferramenta de investimento mais poderosa da União Europeia.

Os Fundos Europeus Estruturais e de Investimento são usados para reduzir a diferença de qualidade de vida entre os países mais pobres e os mais ricos, apostando, por exemplo, em infra-estruturas, requalificação de escolas e hospitais, formação profissional e ajudas às pequenas e médias empresas,

"Temos consciência de que temos de progredir rapidamente no desenvolvimento de tecnologias, no financiamento das questões ecológicas, mas também temos consciência de que isso implicará muitas mudanças para algumas regiões como, por exemplo, aquelas que são muito dependentes do carvão", começou por explicar a presidente-eleita, Ursula von der Leyen.

"Por isso teremos um fundo para uma transição justa, para ajudar no âmbito do acordo verde europeu e por forma a fazermos essa transformação. É bom fazê-lo em combinação com uma comissário que é responsável pelos fundos para as reformas estruturais e para apolítica de coesão", acrescentou.

Parlamento reconhece trajetória de Elisa Ferreira

Elisa Ferreira terá de explicar ao Parlamento Europeu as suas propostas para gerir cerca de 370 mil milhões de euros (de acordo com a proposta provisária), um terço do orçamento da União Europeia.

A euronewes quis saber quais são as primeiras impressões de Younous Omarjee, eurodeputado francês da esquerda radical que é o novo presidente da comissão parlamentar de Desenvolvimento Regional.

"É uma boa notícia que Portugal, um país que apoia a política de coesão, tenha proposto uma comissária para esta política. Elisa Ferreira foi membro do Parlamento Europeu, conhecemo-la muito bem, beneficia de uma grande simpatia neste parlamento e são-lhe reconhecidas qualidades. Mas enquanto presidente, nas futuras negociações, o que desejo saber é como é que ela vai fazer avançar as negociões que vão ser retomadas, rapidamente, sobre o programa da política de coesão para 2021-2027", afirmou, em entrevista à correspondente Isabel Marques da Silva.

No próximo orçamento, os fundos deverão ser atribuídos, sobretudo, `às questões tais como a transição para energias renováveis, a digitalização a nível económico e social, mas também a integração de migrantes e refugiados.

Mas a proposta que está em cima da mesa, elaborada pela atual Comissão Europeia, propõe um corte de 6% face ao orçamento anterior, o que está a levantar polémica.

"É uma politica muito importante e vamos liderar a batalha para que estes fundos não diminuam no orçamento. A proposta que foi elaborada pela atual Comissão Europeia não é satisfatória e, com a minha comissão parlamentar, vou batalhar junto do Conselho Europeu para que a política de coesão não seja sacrificada. Mais do que nunca, a Europa, que está em crise, precisa de coesão", disse Younous Omarjee.

A comissão parlamentar de Desenvolvimento Regional tem 43 eurodeputados a título permanente, incluindo o socialista português Pedro Marques. Este ex-ministro das Infraestruturas era o nome mais apontado para esta pasta durante as eleições europeias.

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