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Somalilândia, o próximo grande centro de expedição

Somalilândia, o próximo grande centro de expedição
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Na costa sul do Golfo de Áden, fica o porto de Berbera, na Somalilândia, um Estado não reconhecido internacionalmente que pertencente à Somália.

A Somalilândia ocupa uma posição estratégica no Corno de África e encontra-se numa rota de navegação direcionada para o tráfego de e para o Médio Oriente e para o leste africano.

"Berbera é importante para a Somalilândia, para o corno de África e para a maioria dos países da África Central. É uma porta de entrada que conecta muitos países africanos com o mundo. Do leste até à Ásia, do subcontinente da Índia até à China. Por outro lado, conecta, através do Canal de Suez, muitos países africanos ao Médio Oriente, à Europa e à América do Norte.", explica à Africanews Bihi Abdi, presidente da Somalilândia.

A DP World está a trabalhar para expandir e modernizar o porto de Berbera, para transformá-lo num importante centro de expedição. Nos últimos dois anos, a capacidade de Berbera cresceu 50%.

A DP World investiu também em formação de pessoal para melhorar a produtividade.

O Diretor Executivo da DP World Berbera, Supachai Wattanaveerachai, explica que o projeto vai também ajudar a desenvolver países vizinhos, como a Etiópia.

"A nossa visão é fazer de Berbera um centro marítimo regional, uma porta de entrada para a Etiópia e abrir novos mercados para o povo da Somália. Berbera é a principal porta de entrada para a Somalilândia e é também a mais viável.", conta Wattanaveerachai.

Aumentar o número de contentores para aumentar lucros

A primeira fase do projeto de expansão de 400 mil milhões de dólares visa criar um porto para navios maiores e um grande terminal de cargas e descargas, que terá uma capacidade de um milhão de contentores.

Said Hassan Abdullahi, da Autoridade Portuária da Somalilândia, diz que o aumento de tráfego já é visível.

"Em termos de valor, antes da DP World chegar lidávamos com algo entre quatro, cinco mil contentores por mês. Mas, agora, durante este período, a conta é a mais alta possível, aumentamos mais de 50% ou até mesmo mais 60%. Agora, todos os meses, lidamos com 12.000, 15.000 contentores. No mês passado, batemos um novo recorde, mais de 13 mil", explica Said Hassan Abdullahi.

Corredores que ligam países

Está prevista a construção de uma rede de estradas para conectar o novo porto ao antigo, que também inclui a Etiópia, um país sem litoral com mais de 100 milhões de pessoas que está agora a postar na indústria.

O projeto do corredor Berbera está programado para receber uma grande reforma, e a comunidade empresarial em Wajaale está muito entusiasmada.

Várias empresas vão beneficiar da rforma, incluindo uma empresa de têxteis que entrevistamos.

Shams Adan Awale é dona de uma empresa que importa e exporta para o Médio Oriente e para a China.

"Estamos a enfrentar atrasos no porto. A carga chega e é preciso esperar para obtê-la, porque o porto é pequeno e carece de equipamentos modernos. Aprendemos que com a expansão, os atrasos serão completamente eliminados", conta a comerciante.

Desde a declaração de independência, a Somalilândia, um pequeno estado com cerca de três milhões de pessoas, cuja principal exportação é pecuária, tem lutado para atrair investimentos. As autoridades dizem que o projeto portuário é um bom começo.

O Ministro das Finanças da Somalilândia, Saad Ali Shire, está otimista em relação aos novos projetos criados para o porto.

"Acho que o futuro é brilhante e o investimento no porto é um catalisador para muitas coisas que acontecem na Somalilândia, as quais definitivamente irão criar empregos e trarão esperança a muitos jovens. A nossa população é muito jovem, 70% tem menos de 30 anos, e acreditamos que a combinação do porto e do corredor Berbera - a estrada de Berbera para a Etiópia - , além do aeroporto internacional, criarão a capacidade de atender às necessidades logísticas da região.", explicou à Africanews.

O projeto portuário de Berbera acrescenta o impulso necessário não apenas à economia da Somália, mas também à política, na procura por reconhecimento internacional.