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Manifestantes fazem tatuagens de protesto em Hong Kong

Manifestantes fazem tatuagens de protesto em Hong Kong
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No desenho são apenas máscaras. Nas ruas de Hong Kong, um símbolo da luta contra a opressão das autoridades chinesas sentida pelos manifestantes.

Imagens de protesto que passaram também a ser impressas na pele. Mike Chan é o tatuador responsável por perpetuar o apoio à luta contra a lei antiextradição. Um trabalho com procura, desde que, em julho, passou a fazer estas tatuagens de forma gratuita.

"Faço estas tatuagens gratuitas, porque acho que são uma forma de resistência. Eu também participei em protestos e manifestações. Vi vários grupos de pessoas a tentar ajudar outros cidadãos voluntariamente. Sinto que, ao fazer estas tatuagens também ajudo, tal como as pessoas que distribuem garrafas de água. Isto é o que faço, dentro das minhas capacidades, para contribuir para este movimento", conta o tatuador.

Mary também escolheu fazer uma tatuagem. Uma luta silenciosa que trava em segredo por medo de ir para a linha da frente dos confrontos. Também por receio, opta por não mostrar a cara para não ser identificada quando explica que faz a tatuagem "por causa do que tem acontecido nos últimos meses". Um grito mudo contra a falta de liberdade que sente. "A única coisa que podemos fazer é tatuar estas imagens. Esta é a única coisa que podemos fazer para nos lembrarmos para o resto da vida".

As tatuagens são desde há séculos uma forma de afirmação na sociedade chinesa e em Hong Kong, especialmente entre o mundo do crime. Hoje-em-dia, voltam a ser feitas para quebrar a ordem, desta vez de uma forma pacífica e no anonimato.

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