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Huawei na vanguarda do desenvolvimento da tecnologia 5G

Huawei na vanguarda do desenvolvimento da tecnologia 5G
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A 4ª Revolução Industrial usa uma combinação de tecnologias que esbatem as linhas entre os mundos físico e digital. Em breve, milhares de milhões de objetos conectados ao nosso redor gerarão dados que podem ser usados para aumentar a produtividade e melhorar a qualidade de vida.

Charlotte Kan, Euronews - Operadores de telecomunicações, empresas e governos de todo o mundo estão, por isso, a avançar para desenvolver o 5G. A conectividade super-rápida tem poder para desbloquear a Inteligência Artificial e a Internet das Coisas. Para a Europa, é crucial manter-se na vanguarda da inovação. De que forma? Através da colaboração.

Os líderes europeus de vários setores como o tecnológico, industrial, energético ou da saúde reuniram-se no "Dia Europeu da Inovação" e no "Eco-connect", eventos promovidos pela Huawei, em Paris, para encontrar formas de acelerar a digitalização do continente em conjunto.

"A Huawei trabalha na Europa há mais de 20 anos. Com as nossas soluções ajudamos os operadores a construir a Autoestrada da Informação Europeia para as próximas geraçoes manterem a liderança na 4ª Revolução Industrial. Só para o ano de 2018, a contribuição da Huawei para o PIB europeu foi de mais de 12,8 mil milhões de euros. Também apoiámos 169 mil empregos na Europa", sublinhou, em entrevista à Euronews Abraham Liu, responsável pela Huawei para a União Europeia (UE).

No entanto, a UE e alguns Estados-membros, como a Alemanha, preocupam-se com o facto de que trabalhar em 5G com empresas extra bloco comunitário apoiadas pelo Estado pode levantar questões de segurança. Acredita-se que a Europa pode ficar vulnerável a ciberataques e demasiado dependente de fornecedores externos.

Recentemente, a Europa emitiu recomendações para tornar a rede 5G mais segura.

Para o empresário alemão Marcus Grubusch, da Tempton Industrial Solutions, uma empresa do setor das telecomunicações presente nos eventos, é importante caminhar a par com a inovação: "A Huawei tem atualmente a tecnologia líder. Os outros talvez estejam 18-24 meses atrás. Pessoalmente, pergunto-me se a recomendação tem motivações políticas, porque a Huawei já forneceu o equipamento para 3G e 4G."

A eurodeputada Josianne Cutajar fez questão de clarificar: "Quando a Europa regula, não deveríamos vê-lo como uma restrição, mas antes como uma oportunidade em nome de padrões melhores. No entanto, isso não significa que não possamos colaborar com parceiros estrangeiros, porque o contrário significaria que poderíamos ficar isolados."

A Huawei acredita que a sua expertise é essencial para ajudar a Europa a atingir novas oportunidades como a Inteligência Artificial.

"Vamos investir cem milhões de euros para construir um programa de ecossistema de Inteligência Artificial. O Atlas 900 da Huawei é o cluster de Inteligência Artificial mais poderoso no mundo. Se pesquisarmos o céu, cerca de 200 mil estrelas, atualmente os cientistas precisam de cerca de 74 horas para fazer uma pesquisa. Mas com o Atlas 900 só são precisos dez segundos", explicou Jiang Tao, vice-presidente da divisão de Computação Inteligente da Huawei.

A Inteligência Artificial não se resume a robôs, computadores e fábricas inteligentes. Também se traduz em aplicações reais na vida do dia-a-dia, como a "StorySign."

"[A história da StorySign] diz-me muito. Tenho uma filha de três anos de idade e gosto de ler-lhe à noite, para melhorar a nossa comunicação e laços familiares. Mas existem 32 milhões de crianças surdas no planeta que não têm a mesma oportunidade que eu posso dar por certa. Por isso, a Huawei trabalhou com os estúdios Aardman Animation para produzir a StorySign. Trata-se de uma aplicação que pode ser descarregada de forma gratuita. Basta abrir a aplicação, apontar o Huawei 330 Pro para o livro e o texto será traduzido para outra linguagem", revelou Alex Lee, Relações Públicas de Produto da Huawei para a Europa Ocidental.

A inclusão digital está no centro da estratégia da Huawei. O projeto "Tech4All" pretende dar mais poder às pessoas com a tecnologia. A Huawei, pela voz de Karl Song, vice-presidente da divisão de Comunicação Global da Huawei, diz que resolverá quaisquer preocupações de segurança que possam surgir: "Nos próximos cinco anos esperamos conectar mais 500 milhões de pessoas. É muito importante para a Huawei colaborar com a Europa. Consideramos que a cibersegurança é um problema tecnológico. Podemos resolvê-lo de uma forma razoavelmente baseada em factos."

A Europa olha para o 5G como um ativo para competir no mercado global com lucros à escala mundial que deverão atingir os 225 mil milhões de euros em 2025.

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