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Primeiro aniversário dos Coletes Amarelos

Primeiro aniversário dos Coletes Amarelos
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É um novo tipo de movimento. Um protesto que nasceu nas rotundas da França periférica. Há um ano, dezenas de milhares de pessoas vestiram um colete amarelo, símbolo de um profundo fosso na sociedade francesa.

Combustível demasiado caro, sobrecarga fiscal, morte dos serviços públicos rurais. Os motivos de preocupação são tão heteróclitos como os próprios coletes amarelos.

Rapidamente, o movimento se espalhou por toda a França e a cólera cresceu. No sábado, 1 de dezembro, o mundo descobriu as imagens dos Campos Elíseos mergulhados em gás lacrimogéneo. Milhares de coletes amarelos tomaram conta de um dos símbolos do país, o Arco do Triunfo.

A poucas centenas de metros de distância, no Palácio do Eliseu, o governo preocupado apercebe-se da dimensão da crise. Segundo conselheiros próximos, Emmanuel Macron até temia pela sua segurança pessoal.

O poder parece ter sido apanhado de surpresa. O presidente reage 10 dias depois, a 10 de dezembro, ao vivo, na televisão. Macron promete um aumento de 100 euros no salário mínimo, um bónus de fim de ano, o retorno das horas extraordinárias livres de impostos, mas sem repôr o Imposto sobre a Fortuna (ISF), uma das principais reivindicações dos coletes amarelos.

Para ouvir os franceses, disse, o presidente organizou o "grande debate". Meses de viagem por todo o país para tentar acalmar a raiva.

Um ano depois, a França continua profundamente dividida. A violência policial deixou marcas. O movimento dos coletes amarelos está agora a perder ímpeto, mas continua latente e a menor faísca pode reacendê-lo.

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