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SPD quer "renegociar" participação no executivo de Berlim

SPD quer "renegociar" participação no executivo de Berlim
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REUTERS/Fabrizio Bensch
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O Partido Social Democrata (SPD) alemão elegeu para a liderança a dupla Norbert Walter-Borjans e Saskia Esken, dois críticos da coligação com a CDU de Angela Merkel. Os novos líderes não falam, para já, em abandonar a aliança mas querem uma renegociação da participação no executivo. A vitória com 53% dos votos está a ser vista como referendo interno à continuação do partido na coligação governamental.

No primeiro discurso depois da vitória, Saskia Esken pediu a união de todos dos militantes.

"Queremos alcançar todos, queremos estender a mão a todos: os que apoiaram outros candidatos, mesmo na campanha pré-eleitoral. Agora temos de ficar juntos. Só juntos conseguiremos tornar o SPD forte novamente e garantir a credibilidade para um futuro justo".

Segundo os analistas, se os sociais-democratas avançarem com exigências, o cenário mais provável é o fim da coligação e eleições antecipadas.

Paul Ziemiak, secretário-geral da CDU reforça os objetivos da coligação.

"Queremos governar bem a Alemanha. Nós criámos uma estrutura com esse objetivo. E esta decisão interna do SPD não muda nada na base da coligação."

Na última quarta-feira, Angela Merkel defendeu a coligação no poder e assumiu o compromisso de garantir a continuação do governo até ao final do mandato.

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