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França: 60 anos após a tragédia de Malpasset

França: 60 anos após a tragédia de Malpasset
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AFP
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A localidade francesa de Fréjus assinala, esta semana, os 60 anos de uma das maiores catástrofes civis do século XX em França. No dia dois de dezembro de 1959, às 21 horas e 13 minutos, a barragem de Malpasset ruiu, após dias de intensa chuva.

Em poucos minutos, uma onda de 40 metros de altura, com 50 milhões de metros cúbicos de água, irrompeu pelo vale do Reyran a 70 quilómetros por hora, devastando toda a cidade de Fréjus.

Morreram 423 pessoas e sete mil dos 10 mil habitantes foram afetados.

"Este é o início da Avenida de Verdun, que sobe para a cidade. Aqui estão as fotografias da rua, depois. Esta é a Avenida de Verdun, não muito longe da estação. A água chegou até aqui, até esta altura. Para mim, foi um pesadelo. Até me belisquei para sair daquele pesadelo. Aquilo não podia estar a acontecer", recorda Yvon Allamand, um dos sobreviventes da catástrofe.

Outra, Annie Brodin, conta que "quando falávamos sobre isto, dizíamos sempre "antes do desastre, depois do desastre." Foi sempre um grande corte. De qualquer forma, tínhamos perdido toda a família. Já não tínhamos uma ligação."

Após o colapso da barragem, seguiram-se os julgamentos criminais, civis e administrativos. Uma década depois, a justiça absolveu os engenheiros e os consultores e deliberou que o incidente se deveu a problemas dos solos conjugados com uma "armadilha preparada pela natureza."

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