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Venezuelanos temem xenofobia na Colômbia

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Venezuelanos temem xenofobia na Colômbia
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Daniel Herrera caminha em silêncio para casa. Mesmo depois dos protestos contra o governo de Bogotá, optou por não dizer uma palavra.

Tem medo de ser descriminado pelo sotaque que lhe denuncia as origens. Veio da Venezuela e a nacionalidade que tem nem sempre é bem vista onde vive há dois anos. Depois de fugir da violência do país onde nasceu, nunca esperou sentir-se tão inseguro na Colômbia.

"Protestei na Venezuela, mas não senti o medo que senti aqui, Aqui, senti não ter qualquer segurança. Lá, podia simplesmente pegar no telefone e pedir a alguém para me ajudar, aqui não, senti as minhas mãos atadas", conta.

Das ruas às redes sociais, os comentários xenófobos vão circulando. Investigadores e organizações não-governamentais alertam para o aumento das ofensas desde o dia dos protestos em Bogotá, em que notícias de vandalismo e pilhagem foram relacionadas com venezuelanos.

Também Antonio Vásquez, a viver na Colômbia depois de abandonar a Venezuela, teme o ambiente de perseguição e violência instaurado.

"Tenho muitos conterrâneos que dizem ^Vou voltar para a Venezuela porque imagina que acontece aqui o mesmo que aconteceu no Peru, ou no Equador', em que começam a deportar venezuelanos e a tratá-los de forma agressiva e a bater neles. Há mesmo uma zona em Bogotá onde gritavam "Fora com os venezuelanos! Os venezuelanos são ladrões", o que nos deixa mais nervosos. Por três venezuelanos terem sido detidos por roubo, vamos todos pagar".

Nos últimos anos, mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o país de origem para fugir à escassez de alimentos e cuidados de saúde e à hiperinflação da economia. À Colômbia chegaram quase 1,5 milhão de pessoas.