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França: Sindicatos unidos contra projeto de reforma das pensões

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França: Sindicatos unidos contra projeto de reforma das pensões
Direitos de autor  REUTERS/Vincent Kessler
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Os franceses não tencionam baixar os braços face à reforma das pensões que o governo lhes quer impor. Os sindicatos reagiram unidos ao anúncio detalhado do projeto feito pelo primeiro-ministro, Edouard Philippe:

O projeto prevê, entre outras medidas, um sistema universal que põe fim aos 42 regimes de reforma existentes em França; um regime por pontos, convertidos em euros na altura da reforma; a possibilidade da reforma aos 62 anos, com a idade de equilíbrio aos 64, com penalizações antes dos 64 e bónus, depois.

"Queremos um sistema de pensões universal, mas queremos que seja justo e, sobretudo, não queremos medidas para economicistas baseadas no princípio de fazer as pessoas trabalharem mais tempo, o que é profundamente injusto e vai afetar, em primeiro lugar, os trabalhadores mais frágeis", afirma Laurent Berger, líder da central sindical CFDT.

Berger contesta a idade de equilíbrio de 64 anos e apela aos seus filiados que saiam à rua no dia 17 de dezembro, juntamente com a Force Ouvrière, que contesta todo o projeto de reforma.

Yves Veyrier, líder da Force Ouvrière (FO), refere: "O governo afirma que a reforma vai particularmente beneficiar as mulheres, mas isso não é verdade. Vai apenas compensar o que o novo sistema vai degradar no futuro".

Os sindicatos da polícia também estão bastante determinados. Consideram a reforma nula; pedem para ser recebidos pelo primeiro-ministro e tencionam endurecer as formas de luta.

A mensagem de Edouar Philippe aos sindicatos é sem ambiguidades: "Se os parceiros sociais, organizações sindicais e patronais, que acreditam no regime universal, se puserem de acordo e indicarem qual é o caminho que permite chegar ao equilíbrio, a trajetória a seguir e os instrumentos a utilizar, eu aceito, sem problemas. Farei minhas as suas propostas. Mas não posso dizer aos franceses, vai haver mais, vai haver mais direitos sociais e vai haver equilíbrio ou haverá provavelmente equilíbrio, faremos tudo para que haja equilíbrio porque o equilíbrio é importante, mas não vos direi como vamos consegui-lo. Isso não é possível!"

O calendário do governo prevê que o projeto de lei esteja concluído até ao final do ano, que passe no conselho de ministros a 22 de janeiro e seja discutido no parlamento no final de fevereiro, mas os sindicatos e muitos cidadãos franceses tencionam não dar tréguas ao governo nem na época do Natal.

O primeiro-ministro abre a porta ao diálogo: