EventsEventos
Loader

Find Us

FlipboardLinkedin
Apple storeGoogle Play store
PUBLICIDADE

China exibe sucesso de Macau

O presidente chinês brinda ao "regresso" de Macau
O presidente chinês brinda ao "regresso" de Macau Direitos de autor ASSOCIATED PRESS
Direitos de autor ASSOCIATED PRESS
De  Teresa BizarroElena Cavallone com Lusa, AP, AFP
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Comemorações dos 20 anos da transferência de poderes de Portugal para a China são pretexto para desviar as atenções de Hong Kong

PUBLICIDADE

A China não poupou na pompa para assinalar os 20 anos da transferência de poder de Portugal em Macau. As comemorações sucedem-se e em Pequim, Macau ou Bruxelas, o discurso parece alinhado: O território é apresentado como prova de sucesso da tese: "um país, dois sistemas".

Zhang Ming, Embaixador da China junto da União Europeia, defende, em entrevista à Euronews, que "todos na China, em Hong Kong, em Macau devem juntar-se em solidariedade pelo sucesso da política "um pa´ís, dois sistemas".

Em cantonês, Macau é Oumun, que se traduz por "porta da baía". Uma porta que separa dois mundos. As diferenças para a vizinha Hong Kong de herança britânica são visíveis a olho nú.

"Tem que ver com a génese histórica dos dois territórios. Metade da população de Macau nasceu na República Popular da China. São migrantes económicos. Em Hong Kong, a população é completamente diferente," diz João Francisco Pinto, jornalista e diretor de informação da TDM (a Teledifusão de Macau, canal público do território), acrescentando que as razões prendem-se "com ao acesso ao emprego, o acesso à educação" e "com algumas medidas anestesiantes que muitas vezes o governo de Macau lança como por exemplo a distribuição de avultados subsídios por toda a população."

A herança que Portugal deixou é indiscutível e Lisboa posiciona-se para fazer a ponte de Pequim - sobretudo para a Europa e para África.

Vasco Rocha Vieira, o último Governador português em Macau, em entrevista à agência Lusa explica que "a ordem Mundial está a mudar e a China está a ter progressivamente um papel mais importante no mundo. Portugal está numa posição muito privilegiada, porque poertence à União europeia, pertence à NATO. Portugal pertence à CPLP. Portugal conhece muito bem o Ocidente e é talvez o país que conhece melhor a China."

Portugal que entregou a chave da porta da baía à China faz agora 20 anos. Duas décadas do "regresso à patria mãe" apregoado por Pequim. Macau é o filho mais que pródigo, dado como exemplo do sucesso do modelo chinês.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Comprar peças originais sem ir à falência: bem-vindos à feira de arte acessível de Hong Kong

Putin enaltece comércio bilateral no último dia da sua visita à China

Xi Jinping promete a Putin continuar a consolidar "amizade de boa vizinhança"