22 dias de greve contra reforma do sistema de pensões

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O país continua a sofrer os efeitos dos movimentos de greve. A próxima reunião crítica entre governo e sindicatos acontece a 7 de janeiro

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A polémica reforma do sistema de pensões era uma promessa continuamente evocada pelo primeiro-ministro francês, Édouard Philippe.

Em termos práticos prevê um novo sistema universal, que pretende substituir os 42 subsistemas atuais de pensões. Mas desde que o movimento de greve saiu às ruas, pleno de vitalidade e mobilizando mais um milhão de pessoas, começaram as negociações.

Foram feitas concessões a certos profissionais, como os que exercem funções soberanas.

Polícias e bombeiros poderão partir para a reforma aos 52 ou 57 anos. Cenário idêntico para os controladores aéreos. Os camionistas, por outro lado, manterão as condições do salário de fim de atividade com uma partida antecipada aos 57 anos.

Emmanuel Grimaud, fundador da Maximis Retraite, deixa, no entanto, um alerta: "Um sistema universal não quer dizer que não existem especificidades. Também podemos questionar-nos se não foram feitas demasiadas concessões e se isto não vai criar um desequilíbrio e o desejo de negociações por parte de todas as profissões. Estas exceções não devem ir longe demais, caso contrário isso poderia penalizar os outros empregados que têm uma idade de reforma de 62 anos ou uma idade de equilíbrio de 64."

Para já, é difícil estimar o custo das concessões. Em todo o caso, a próxima reunião crítica entre governo e sindicatos está marcada para 7 de janeiro.

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