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Conflito líbio debatido no Cairo

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Conflito líbio debatido no Cairo
Direitos de autor  AP Photo/Hazem Ahmed/Arquivo
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O conflito líbio é debatido hoje no Cairo, onde o chefe da diplomacia egípcia recebe os homólogos grego, cipriota, francês e italiano. O objetivo é tentar encontrar respostas para a escalada da violência, num momento em que se multiplicam as críticas contra a Turquia, depois de Ancara ter anunciado o envio de tropas ao país para apoiar o governo sediado em Tripoli e reconhecido internacionalmente.

Face ao Governo de União Nacional de Mustafa al-Sarraj está o homem forte do leste do país, o general Khalifa Haftar - apoiado pelo Egito, pelos Emirados Árabes Unidos e pela Rússia - que, depois de ter assumido o controlo de grande parte do território, anunciou ontem a conquista de Sirte, apertando agora o cerco sobre Tripoli.

O ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, que debateu esta terça-feira a situação com os homólogos alemão, britânico e francês, afirmou que "a Líbia representa também uma ameaça para a Europa, em termos do terrorismo ". Luigi di Maio afirmou que "toda a interferência deve parar. Há muitos países a interferir na guerra civil, tornando-a numa guerra por procuração".

O chefe da diplomacia europeia Josep Borell, anfitrião da reunião em Bruxelas, condenou a "ingerência" da Turquia. Em novembro, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan e al-Sarraj assinaram um acordo de cooperação que, para além do apoio militar iniciado esta semana, prevê também uma exploração conjunta dos recursos de gás no Mediterrâneo Oriental, que está a aumentar as tensões regionais.

Um acordo também vivamente contestado pelo Egito, que apoia Haftar. O presidente Abdel Fattah al-Sisi classificou mesmo a intervenção militar turca em território líbio como "uma questão de segurança nacional egípcia".

O encontro desta quarta-feira no Cairo é seguido com atenção, sobretudo face ao impasse na iniciativa europeia para a realização de uma cimeira sobre a Líbia em Berlim, que continua sem data marcada. Para a Europa, a única solução possível para o conflito líbio deverá passar obrigatoriamente por uma negociação política.