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Boris Johnson contraria Trump e permite acesso da Huawei ao 5G

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Primeiro-ministro Boris Johnson opta por manter a porta semi-aberta à China
Primeiro-ministro Boris Johnson opta por manter a porta semi-aberta à China   -  
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AP/ Matt Dunham
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O Reino Unido vai permitir à fabricante chinesa Huawei participar no desenvolvimento da rede 5G no país, mas com acesso limitado.

A decisão foi conhecida esta terça-feira, no final de uma reunião do Conselho de Segurança britânico, que reúne diversos ministros, o Procurador-geral e é presidido pelo primeiro-ministro britânico.

Na última sexta-feira, Boris Johnson terá recebido um telefonema do Presidente dos Estados Unidos a pressioná-lo para impedir o acesso da rival chinesa da norte-americana Apple ao mercado britânico, mas sem sucesso.

Os Estados Unidos alegam que a nova rede de alta velocidade vai evoluir para um modelo onde manter a segurança dos centros operativos estará vulnerável a ciberataques e, com a Huawei envolvida, o alerta vai para a espionagem chinesa. Algo que a fabricante asiática já tentou negar várias vezes.

No entanto, para o Conselho de Segurança britânico terá sido mais forte o processo já em curso há cerca de uma década para a implementação da rede de internet de alta velocidade no país e no qual a Huawei tem estado envolvida.

Referindo-se apenas a "vendedores de alto risco", a decisão do Reino Unido acaba por permitir à Huawei ter 35 por cento da quota nas redes 5G mais periféricas, bloqueando por completo o acesso da fabricante chinesa ao centro operativo e às redes usadas por militares e centrais nucleares.

A abertura do Reino Unido às empresas chinesas agrada a Pequim, mas acaba por resultar num revés para Donald Trump, que tem sido o principal apoio de Boris Johnson durante o processo do Brexit, selado finalmente esta sexta-feira com a saída britânica da União Europeia.

Fica agora por conhecer a reação da Casa Branca. O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, é esperado ainda esta semana em Londres e tem prevista uma reunião com Boris Johnson.

A Huawei deverá estar sobre a mesa, com alguns meios de comunicação a anteciparem a determinação do Governo britânico em continuarem a trabalhar com os Estados Unidos na diversificação dos mercados agora que vão deixar de ter de responder primeiro a Bruxelas.

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