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Eurodeputados debatem futura relação com o Reino Unido

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Eurodeputados debatem futura relação com o Reino Unido
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Comércio livre mas em que termos? Esta a questão que se coloca após a saída do Reino Unido da União Europeia no final de janeiro.

Ambos os lados marcam agora posições antes das negociações previstas para o próximo mês.

Tudo sugere que o governo britânico irá reduzir ao máximo o alinhamento com as regras da União Europeia.

Trata-se de algo que preocupa Bruxelas.

Discursando no primeiro debate prós-Brexit no parlamento europeu, em Estrasburgo, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen traçou a sua visão:

"Algo que nunca antes oferecemos a ninguém: um novo modelo de comércio, uma ambição única em termos de acesso ao mercado único, mas é claro que isso requer garantias correspondentes em termos de concorrência justa e proteção dos padrões sociais, ambientais e de consumo. Em resumo, trata-se de jogar com as mesmas regras", afirmou a presidente.

Dado o tempo que este tipo de negociações com outros países leva, alguns eurodeputados têm dúvidas de que seja possível fechar um acordo até ao final do ano.

"É claro que o Reino Unido conhece bem a União Europeia, isso até facilita, não estamos a falar de sete anos, mas 10 meses não é suficiente", diz a eurodeputada portuguesa da bancada dos Socialistas e Democratas, Margarida Marques.

Mas o comércio não é o único tópico que vai definir a relação futura entre o Reino Unido e a União Europeia.

Alguns eurodeputados querem ver um movimento de pessoas muito idêntico ao período pré-Brexit, por exemplo, no mundo académico.

"Pessoalmente vejo o Reino Unido a participar nos programas de pesquisa europeus, em programas europeus de troca de estudantes que é igualmente o que as universidades britânicas e estudantes também exigem. Mas é claro que isto custa dinheiro, o Reino Unido terá que fazer uma contribuição", afirma Siegfried Muresan, eurodeputado romeno do PPE.

O governo britânico afirma que até junho irá concluir as avaliações de equivalência, permitindo assim que o Reino Unido e a União Europeia respeitem ambos as suas próprias regras.

Londres contudo também quer ter a liberdade de regular de forma diferente.

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