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Milão prepara-se para a chegada do coronavírus

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Milão prepara-se para a chegada do coronavírus
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Milão anda diferente por estes dias. A uma hora de distância de um dos focos de contaminação do Covid-19, a capital financeira de Itália já apresenta sintomas de um vírus que ainda não chegou.

As ruas vazias, de lojas fechadas, dão espaço à generalização do pânico. Contudo, dois locais vivem em reboliço constante: supermercados e farmácias.

Os mantimentos vão sendo garantidos, mas as máscaras de proteção estão esgotadas em toda a parte.

As farmácias tentam responder à emergência. O conselho é para que o atendimento seja feito de máscara e mantendo a distância. Os profissionais dizem viver dias exigentes e acusam o cansaço. Têm dificuldade em enfrentar os clientes ao terem de explicar que as máscaras esgotaram, ainda assim, - garantem - continuam a dar todo o aconselhamento necessário para fazer face à situação.

Entre os taxistas, o risco é maior, devido ao contacto que mantêm com o público. Mas quem anda na estrada, segue o seu próprio protocolo de segurança. "Arejamos o carro, temos desinfetante para as mãos, limpamos todos os sítios onde as pessoas tocarem e seguimos caminho", conta um motorista.

É quando o céu escurece que as medidas de contenção são mais visíveis. Os espaços públicos estão vazios. A partir desta segunda-feira, bares e teatros permanecem encerrados à noite. Uma medida que pode durar pelo menos uma semana.

Na região de Lombardia, o protocolo dita que todos os bares fechem a partir das 18h. As autoridades dizem que esta medida vai ajudar a restringir a propagação do vírus. No entanto, pode também vir a alastrar o pânico entre a população.