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UNICEF pede ajuda para as crianças-soldados do Sudão do Sul

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UNICEF pede ajuda para as crianças-soldados do Sudão do Sul
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No Sudão do Sul, a UNICEF, com o apoio da UE, gere um programa de reintegração para crianças que foram recrutadas ou recrutadas à força como combatentes. Milhares de crianças já beneficiaram do programa. Mas agora, a iniciativa está em risco por causa da falta de financiamento.

A euronews falou com Helene Sandbu Ryeng da UNICEF.

"O programa de reintegração da UNICEF para crianças utilizadas por grupos armados é um programa de três anos. Nos primeiros meses fazemos avaliações, compreendendo a situação e criamos um plano individual para cada criança. Percebemos se precisa de uma educação formal ou profissional. Cada criança é acompanhada por um assistente social, porque voltar à vida civil não é fácil. Não há atalhos, e haverá tempos difíceis".

"Um dos maiores desafios é a aceitação da comunidade. Algumas destas crianças fizeram coisas horríveis sob as ordens dos comandantes. É muito difícil para algumas comunidades aceitarem este regresso. Olham para como como agressores. Trabalhamos muito com a comunidade para garantir que entendem que estavam a cumprir ordens".

"As crianças estão muito traumatizadas por causa do que passaram no mato. Precisam de um grande apoio psicológico e social para descobrir uma forma de viver com essas memórias. Não podemos apagá-las, mas é possível encontrar maneiras de aprender a viver com elas".

"Desde o início do conflito, a UNICEF já libertou e reintegrou mais de 3600 crianças. Mas ainda há muitas crianças no mato, e algumas delas já estão registadas e prontas para serem libertadas. Neste momento, o nosso principal problema é que não temos fundos e os meios para ajudar estas crianças. Temos usado outros recursos mas estão a acabar. Por isso, se não tivermos novos fundos, corremos o risco de ter de fechar não só o centro de Tindoka mas todo o programa. E com a paz potencial a ser prolongada, mais crianças vão sair da floresta e vão precisar da nossa ajuda. Mas sem fundos, não podemos ajudá-las".