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Projeto europeu desenvolve sensor anti-desperdício alimentar

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Projeto europeu desenvolve sensor anti-desperdício alimentar
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Investigadores da Bélgica e de França estão a desenvolver uma tecnologia para ajudar a solucionar um dos grandes desafios do mundo atual: o desperdício alimentar. Todos os anos, os europeus deitam fora noventa mil milhões de quilos de comida.

Sensor integrado na embalagem

Os cientistas do projeto europeu Terafood estão a desenvolver um sensor integrado na embalagem e capaz de determinar se o alimento pode ser consumido em total segurança. "Usamos métodos microbiológicos para examinar o desenvolvimento dos micróbios na comida. Usamos métodos químicos para determinar as concentrações de compostos voláteis e sensores para obter informação a partir dos odores", explicou Lotta Kuuliala, bióloga da Universidade de Gante, na Bélgica.

Sensor concebido a partir do silício

O sensor miniatura está a ser desenvolvido em Lille, no norte da França, a partir do silício, uma matéria-prima acessível. A tecnologia baseia-se na radiação T que corresponde a comprimentos de onda inferiores a 1 milímetro e superiores a 100 micrómetros.

Atualmente, é necessário uma máquina dispendiosa para ler o chip mas os cientistas esperam melhorar o sistema. "Quando terminarmos o desenvolvimento tecnológico deste microssistema, esperamos que ele integre o seu próprio método de deteção que poderá ser lido à distância e usado no terreno sem exigir enormes meios laboratoriais", explicou Marc Faucher, diretor de Nano e Micro- Sistemas no CNRS, em França.

Projeto multidisciplinar

O projeto europeu Terafood reúne especialistas de várias áreas. "É um projeto multidisciplinar. Precisamos de especialistas na área alimentar e do desperdício e cientistas que sejam capazes de criar pequenos chips, miniaturas, para que a tecnologia possa ser implementada", frisou Professor Frank Devlieghere, biólogo da Universidade de Gante.

Aplicação industrial daqui a 5 anos

O uso industrial do sensor está previsto para daqui a cinco anos. Serão precisos muitos mais anos para criar uma aplicação para smartphone capaz de avaliar se um alimento pode ou não ser consumido de forma segura.

"Em breve, vamos realizar as primeiras simulações para testar o funcionamento do sensor no interior da embalagem de comida. Esperamos poder demonstrar, na primavera de 2020, a viabilidade desta nova tecnologia", anunciou Mathias Vanwolleghem, coordenador do projeto europeu Terafood.

A investigação envolve quatro instituições de França e da Bélgica por um período de quatro anos. Dois milhões de euros são financiados pela política de coesão da União Europeia.

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