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Dia Internacional da Mulher: Conheça alguns dos modelos femininos mais inspiradores da Europa

Dia Internacional da Mulher: Conheça alguns dos modelos femininos mais inspiradores da Europa
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Sanna Marin | Finlândia

Sanna Marin, 34 anos, é a primeira-ministra mais jovem da Finlândia e, durante algum tempo, foi a mais jovem líder de país do mundo, antes do austríaco Sebastian Kurz regressar ao cargo.

Ela lidera um Governo de coligação que tem cinco mulheres em cargos-chave, três com menos de 34 anos de idade.

Associated Press
Sanna MarinAssociated Press

Elas são a Ministra das Finanças Katri Kulmuni, 32 anos; a Ministra do Interior Maria Ohisalo, 34 anos; e a Ministro da Educação Li Andersson, 32 anos.

Marin, que começou a carreira política em 2012, não é a primeira primeira-ministra da Finlândia: a honra coube a Anneli Jäätteenmäki, em 2003.

"Para mim, os Direitos Humanos ou a igualdade das pessoas nunca foram questões de opinião, mas a base da minha conceção moral", disse Marin. "Entrei para a política porque quero influenciar a forma como a sociedade vê os seus cidadãos e os seus direitos".

"Igualdade significa para mim que todas as pessoas têm a oportunidade de viver uma boa vida, de ter uma vida digna e de ter influência e participação na sociedade". O papel da política é desmantelar e mudar estruturas que discriminam as pessoas".

Greta Thunberg | Suécia

Greta Thunberg dispensa apresentações.

AP
Greta ThunbergAP

A ativista ganhou destaque há dois anos, quando faltou às aulas todos as sextas-feiras, durante três semanas, para protestar à porta do Parlamento sueco contra as alterações climáticas.

O conceito de faltar às aulas para protestar, sob a bandeira de "Sextas-Feiras do Futuro", espalhou-se pelo mundo e inspirou a sua geração a agir.

Thunberg alcançou mais fama quando apoiou as suas palavras com ações, navegando para a Cimeira de Ação Climática da ONU, em Nova Iorque.

"Eu não deveria estar aqui", disse um Thunberg zangada, na cimeira. "Eu deveria estar na escola do outro lado do oceano. Todos vocês vêm até nós, jovens, em busca de esperança. Como se atrevem? Vocês roubaram os meus sonhos e a minha infância com as vossas palavras vazias."

Fátima Cardoso | Portugal

Fátima Cardoso, 53 anos, é uma oncologista premiada que tem tido um enorme impacto na sociedade.

Joaquim Leal / Fundação Champalimaud
Fátima CardosoJoaquim Leal / Fundação Champalimaud

Nascida em África, Cardoso mudou-se para Portugal aos oito anos. Estudou na Amadora e foi estagiária no Instituto Português de Oncologia (IPO) no Porto, antes de se tornar líder internacional na investigação do cancro da mama.

Cardoso é agora a diretora da unidade de mama do Centro Clínico Champalimaud, em Lisboa.

A Escola Europeia de Oncologia (ESO), juntamente com a Advanced Breast Cancer Global Alliance, atribuiu a Fátima Cardoso o Prémio Advanced Breast Cancer de 2019 "em reconhecimento da sua visão na compreensão da importância do cancro da mama avançado e pelo lançamento de uma aliança global contra o mesmo".

A Aliança Global ABC foi lançada por Cardoso em 2016, em Paris, e o projeto cresceu, contando atualmente com 177 membros de mais de 80 países, em todo o mundo.

A sua missão é melhorar e prolongar a vida de mulheres e homens que vivem com cancro de mama avançado em todo o mundo e lutar por uma cura, aumentar a consciencialização sobre o cancro de mama avançado e fazer lobby em todo o mundo para melhorar da vida dos pacientes com esse tipo de câncer.

Ela é editora-chefe do The Breast Journal, editora associada do European Journal of Cancer e membro do conselho editorial de vários outros periódicos. Recebeu várias bolsas internacionais e foi também premiada em 2015 com a Ordem Militar de Santiago da Espada do Mérito Científico.

Milena Kadieva | Bulgária

Milena Kadieva triunfou, recentemente, nos prémios "Mulheres da Europa", onde foi reconhecida por "levar a cabo ações extraordinárias ao nível das bases".

European Movement International
Milena KadievaEuropean Movement International

Criou a Fundação Alternativas de Género, especializada em ajudar mulheres vítimas de violência.

Possui uma equipa de advogados, psicólogos e assistentes sociais que apoiam as mulheres em situações económicas ou sociais difíceis.

"A minha missão, como advogada de Direitos Humanos, sempre foi proteger mulheres e meninas da violência, trabalhar pela igualdade de género e apoiar os necessitados", afirmou no discurso de atribuição do prémio.

"É o reconhecimento de todas as mulheres ativas na Europa. É uma inspiração para todas as mulheres e meninas na Europa, para que sintam que as suas ações são importantes. É um sinal de que mesmo o trabalho de uma única mulher pode mudar o mundo".

Laura Codruta Kövesi | Roménia

Laura Kövesi liderou a luta contra a corrupção na Roménia, considerado um dos países mais corruptos na União Europeia.

AFP
Laura KovesiAFP

Ela liderou a Direção Nacional Anticorrupção (DNA) da Roménia e obteve condenações contra ministros, deputados e autarcas.

Kövesi arrebatou aplausos em Bruxelas e noutras capitais europeias, mas foi demitida enquanto os sociais-democratas romenos (PSD) estavam no poder.

Um dos políticos mais destacados da Roménia, Liviu Dragnea, que liderava o PSD quando Kovesi foi forçada a sair, foi preso em maio do ano passado por corrupção, sendo condenado a três anos e meio de prisão.

"Na minha opinião, ser poderoso significa ganhar a confiança do povo e, o que é importante, é conseguir mantê-lo", disse Kövesi ao receber um prémio "Women in Power" no Prémio "Women of Europe Awards 2019".

"Na minha linha de trabalho, só se pode fazê-lo trabalhando profissionalmente, sendo consequente e respeitando a lei em todos os momentos. Este prémio pertence igualmente a todas as pessoas que me apoiaram na luta contra a corrupção e na defesa do Estado de direito e dos valores europeus."

Johanna Nejedlová | República Checa

Johanna Nejedlová é cofundadora da Konsent, um grupo feminista cujo objetivo é ajudar a alcançar a igualdade de género na República Checa através da oposição ao sexismo, desconstruindo os mitos em torno da violação e promovendo o sexo consensual.

Ela foi reconhecida recentemente nos Women of Europe Awards 2019.

"É imperativo eliminar a violência contra as mulheres para alcançar a igualdade", disse. "Não podemos esperar que as mulheres floresçam verdadeiramente, tanto pessoal como profissionalmente, se a sua segurança continuar ameaçada por assédio, agressão ou violação".

"Temos de nos concentrar em criar um ambiente mais seguro e melhor para as mulheres. Não há falta de ferramentas para fazê-lo. Necessitamos que os políticos e as figuras públicas falem e façam da violência sexual, baseada no género, a sua prioridade e o primeiro passo no longo caminho em direção à igualdade de género é à ratificação e implementação da Convenção de Istambul em todos os países europeus".

Kiki Dimoula | Grécia

Kiki Dimoula, uma das poetisas mais conhecidas da Grécia, morreu no mês passado com 88 anos.

Athens News Agency
Kiki DimoulaAthens News Agency

A sua reputação foi firmemente estabelecida nos anos 60, do século passado, e, a partir dos anos 70, recebeu muitos prémios, incluindo o Prémio Europeu de Literatura, em 2009.

Tornou-se membro da Academia de Atenas em 2002, sendo a terceira mulher a ser eleita para a presidência da literatura.

"Uso o humor para exorcizar a morte", explicou certa vez. "A poesia", disse Dimoula, que muitas vezes invocou a memória do seu marido, que faleceu em 1985, "pode tornar a ausência em presença". Eu invoco os mortos. Eu invoco a morte".

Considerada pela crítica como "uma poetisa da emoção, mas não do sentimentalismo", Dimoula havia proclamado que "nos apaixonamos para vencer o medo de não sentir", insistindo que o amor é sempre "uma questão de uma pessoa, não de duas", mas também chamando o amor de "vítima do nosso ego pandorista".

Beate Uhse | Alemanha

É uma figura controversa, mas uma coisa é certa: Beate Uhse mudou a Alemanha!

A empresária quebrou tabus com as primeiras lojas de sexo na Alemanha do pós-guerra e trouxe o tema da sexualidade, do erotismo e, especialmente, da luxúria feminina para a praça pública.

Mesmo que o Grupo Uhse tenha falido - o "Iluminismo da Nação Prudente", Beate Uhse foi uma das empresárias alemãs de maior êxito.

Com o seu "Mail order for marriage hygiene", ela contribuiu para a mudança social e uma forma mais livre de lidar com a sexualidade, contra a oposição mais dura do poder judiciário e da igreja.

Hoje, Beate Uhse é julgada de forma ambígua. Para muitas feministas, Flensburg é um pano vermelho. Ela produziu pornografia que não contribuiu necessariamente para a emancipação das mulheres, mas serviu as fantasias masculinas.

A sociedade, finalmente, fez as pazes com a pioneira do sexo e concedeu-lhe a Cruz de Mérito Federal.

Adèle Haenel | França

A atriz francesa Adèle Haenel foi, recentemente, manchete dos jornais depois de sair da cerimónia do Prémios Césars em protesto contra a atribuição de um galardão ao realizador Roman Polanski - acusado de violar uma menina de 13 anos, em 1977.

AFP
Adele HaenelAFP

Ao expressar-se, publicamente, sobre a agressão sexual de que diz ter sido vítima quando adolescente, a jovem de 31 anos pôs em destaque os recantos mais escuros do cinema francês.

No outono passado, Haenel disse que foi assediada sexualmente quando tinha 12 anos pelo realizador francês Christophe Ruggia, no seu filme de estreia. Haenel apresentou queixa e Ruggia foi acusado, em janeiro, de agressão a uma criança por uma pessoa com autoridade. Ruggia negou qualquer delito.

Explicando a sua decisão de sair do César, ela disse: "Eu estava chateada, mas não a teria perdido a cerimónia se não fosse aquele homem atrás de mim que gritou 'Bravo Roman!' quando o Polanski ganhou. Essa foi a gota de água. Eu gritei 'vergonha, vergonha'."

Judit Polgár | Hungria

Judit Polgár é uma exímia jogadora de xadrez de 43 anos e é, geralmente, considerada a melhor jogadora de xadrez de todos os tempos.

AFP
Judit PolgárAFP

Polgár é a única mulher a ter vencido a atual jogadora número um do mundo e a derrotar onze campeãs mundiais, atuais ou anteriores, tanto no xadrez rápido como no clássico.

Tradicionalmente, o xadrez era dominado pelos homens, e as mulheres eram frequentemente vistas como jogadoras mais fracas, avançando assim a ideia de ter um campeonato mundial à parte.

Entretanto, desde o início, o pai de László sempre se mostrou contra a ideia de que as suas filhas tivessem de participar de eventos somente femininos.

"As mulheres são capazes de alcançar resultados semelhantes, nos campos das atividades intelectuais, aos dos homens", escreveu ele.

"O xadrez é uma forma de atividade intelectual, portanto, isto aplica-se ao xadrez. Por conseguinte, rejeitamos qualquer tipo de discriminação a este respeito".

Aiste Ptakauske | Lituânia

Aiste Ptakauske, da Lituânia, tem muitas atividades: é uma escritora, argumentista e realizadora de cinema, entre muitas outras.

The Baltic Times
Aiste PtakauskeThe Baltic Times

Ela ri e e descarta os múltiplos títulos: "Numa palavra, sou uma criadora de conteúdos e o que deriva disso! Certamente, o empoderamento dos outros, especialmente das mulheres, é muito importante para mim".

Vita Liberte | Letónia

Como advogada e empresária, Vita Liberte, diretora executiva de um escritório jurídico de Riga, move-se dentro das reuniões de diretoria e salas de tribunal dominadas por homens.

The Baltic Times
Vita LiberteThe Baltic Times

Ex-aluna da prestigiada Universidade de Nova Iorque, Liberte é uma oradora popular em conferências locais e internacionais.

"Acredito firmemente que as equipas mais eficazes são aquelas formadas por uma mistura diversificada de pessoas, cada uma trazendo diferentes pontos fortes, habilidades e pontos de vista individuais", disse Liberte à euronews.

Em toda a Europa, mais de 50% dos licenciados são do sexo feminino. Se as empresas estão a evitar o empoderamento das mulheres, então elas estão a perder talento".

"Quando se valoriza a diversidade, estimula-se a troca de ideias diferentes e contrastantes e isto, por sua vez, proporciona novas perspetivas de negócio e soluções inovadoras".

Kaja Kallas | Estónia

A ex-eurodeputada Kaja Kallas é a presidente do Partido da Reforma da Estónia, da oposição, e uma lutadora feroz em matéria de igualdade de género.

Raul Mee/Copyright 2019 The Associated Press. All rights reserved
Kaja KallasRaul Mee/Copyright 2019 The Associated Press. All rights reserved

"Kallas trouxe definitivamente uma mudança tangível à legislatura nacional, infundindo-lhe energia jovem e efervescente, sagacidade e carisma", disse Linas Jegelevicius, editora-chefe do The Baltic Times.

Há um ano, ela estava no caminho certo para se tornar na primeira primeira-ministra da Estónia, mas o Parlamento do país rejeitou-a.

Advogada por formação, ela foi aconselhada a agir de forma mais masculina durante a campanha, como trocar a saia por calças e até falar em voz baixa para ganhar os votos dos tradicionalistas, lembrou ela numa entrevista à euronews.

"Os líderes do nosso país têm sido na sua maioria homens, por isso as pessoas podem pensar que há algo de errado comigo porque eu sou diferente", disse ela. "Mas não há nada de errado comigo, sou apenas de um género diferente".

Antoinette Spaak | Bélgica

Antoinette Spaak é uma feminista e política belga.

Nascida em 1928, tornou-se na primeira mulher belga a liderar um partido político quando assumiu os comandos da Front démocratique des francophones (FDF), o partido ao qual seu pai, o estadista belga Paul-Henri Spaak, pertencia. Ela permaneceu à frente da FDF de 1977 a 1982.

De 1988 a 1991, ela foi deputada pelo círculo eleitoral de Bruxelas, onde presidiu o Conselho da Comunidade Francesa da Bélgica.

O Rei Baudoin concedeu-lhe o título honorário de Ministra de Estado em 1983.

Foi, também, deputada do Parlamento Europeu de 1979 a 1984 e depois de 1994 a 1999.

Monica Cirinnà | Itália

Monica Cirinnà, 57 anos, é membro do Senado italiano. A lei que permite as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, aprovada em 2016, tem o seu nome.

FILIPPO MONTEFORTE/AFP
Monica CirinnàFILIPPO MONTEFORTE/AFP

Nascida e criada por uma família católica, ela passou 20 anos a trabalhar para o município de Roma, é uma ativista ambiental, mulher e defensora dos direitos dos animais.

Ela fez com que Roma abrisse o primeiro escritório para os direitos dos animais, contribuiu para a lei nacional que proíbe o abate de cães e gatos em canis público e forçou o ex-presidente da Câmara Municipal de Roma, Gianni Alemanno, a nomear mais mulheres para o seu gabinete.

Ela lutou pela equivalência entre o casamento gay e o casamento heterossexual, mas teve que aceitar uma versão diluída da sua proposta de lei.

Doreen Lawrence | Reino Unido

Após o assassinato racista do seu filho adolescente Stephen, em 1993, Doreen Lawrence fez campanha pela reforma dos serviços policiais, instigando uma investigação que eventualmente mudaria o sistema de justiça do Reino Unido.

AP
Doreen LawrenceAP

Com o marido, Lawrence alegou que o catálogo de erros na investigação mal feita pela Polícia Metropolitana sobre o assassinato de seu filho era devido ao racismo na força.

Em 1999 conseguiu que fosse instaurado um inquérito público que concluiu que a Polícia Metropolitana era "institucionalmente racista" e foi por isso que eles não conseguiram resolver o assassinato de Stephen.

O relatório fez 70 recomendações sobre como não só a polícia, mas também o poder judiciário, a função pública e o SNS deveriam mudar em termos de relações raciais, e dentro de dois anos, 67 delas tinham entrado em vigor.

Sir William Macpherson, que liderou o inquérito, disse que tinha surgido como resultado direto da campanha de Doreen e Neville Lawrence.

Uma dessas reformas, a abolição da "regra da dupla condenação", sob a qual anteriormente nenhuma pessoa podia ser julgada duas vezes pelo mesmo crime, permitiu que dois homens anteriormente absolvidos fossem condenados pelo assassinato de Stephen, em 2012.

Lawrence continuou a fazer campanha por justiça para as vítimas de crimes de motivação racial. Ela fundou o Stephen Lawrence Charitable Trust, que apoia jovens de meios desfavorecidos na superação da discriminação, para alcançarem os seus objetivos profissionais.

Svetlana Gannushkina | Rússia

Svetlana Gannushkina é uma destacada ativista russa. Ela nasceu em Moscovo, em 1942. Durante muitos anos, trabalhou como professora de matemática.

Em 1990, fundou o Comité de Assistência Cívica - uma ONG que fornece apoio, ajuda humanitária e educação a migrantes e refugiados na Rússia. Desde 2015, a organização é rotulada de "agente estrangeira" pelo Governo russo.

Gannushkina foi membro do Conselho dos Direitos Humanos russo e foi nomeada para o Prémio Nobel da Paz.

Christiane Brunner | Suíça

Christiane Brunner, nascida em 1947 numa família modesta, é responsável por cerca de meio milhão de mulheres suíças terem saído às ruas em 1991 para a primeira greve feminina do país, numa altura em que não existiam telemóveis, redes sociais, e-mail ou websites para partilhar as notícias.

MARTIAL TREZZINI/AP
Christiane BrunnerMARTIAL TREZZINI/AP

O envolvimento no ativismo e na política tem sido a sua vida. Já em 1969, ela foi cofundadora do Movimento de Libertação das Mulheres (MLF) na Suíça. É licenciada em Direito e trabalhou como advogada, mas também presidiu a sindicatos e ao Partido Socialista Suíço.

Em 1993, enquanto Conselheira Nacional (na Câmara Baixa), o seu grupo parlamentar selecionou-a como candidata a um lugar no Conselho Federal, uma autoridade atuando como Chefe de Governo e Chefe de Estado. Não foi eleito, devido a uma violenta campanha sexista feita contra ela, o que a tornaria num símbolo da luta pelo lugar da mulher na política. Mais tarde, foi eleita Conselheira de Estado na Câmara Alta da Suíça.