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100 dias de Comissão Europeia - fervor diplomático

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100 dias de Comissão Europeia - fervor diplomático
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu reforçar o papel da União Europeia como potência mundial, na sua primeira conferência de imprensa, a 1 de dezembro passado.

"Esta Comissão será geopolítica. Quero que a União Europeia e, por consequência a Comissão, sejam as guardiãs do multilateralismo, porque sabemos que somos mais fortes fazendo juntos o que não conseguimos fazer sozinhos", disse von der Leyen.

Desde então, o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, iniciou um périplo que o levou do Irão ao Sudão, passando pelo Kosovo.

As crises mais complicadas à porta da União são as guerras civis na Líbia e na Síria, ambas com impactos na rota de requerentes de asilo.

Nathalie Loiseau, eurodeputada liberal francesa que é membro da comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros, considera que este dinamismo é positivo.

"Receber o presidente turco em Bruxelas e mostrar firmeza diante de uma tentativa de chantagem mostrou que a Europa exige ser respeitada. Também foi criada uma nova operação militar para monitorizar a sério o embargo de armas à Líbia, que era há muito devido", enunciou Loiseau, em entrevista à euronews.

De voto por unanimidade para voto por maioria?

Mas o ponto fraco na política externa comunitária é a regra do voto por unanimidade, bastando um Estado-membro para se bloquear uma decisão.

Josep Borrell gostaria que a regra nos assuntos diplomáticos fosse a maioria, para avançar com grupos de países mais determinados, o que poderia obter o apoio do Parlamento Europeu.

"Talvez pudéssemos testar a votação por maioria qualificada, em determinados campos, por um certo período de tempo. Por exemplo, quando se trata de aprovar as sanções", admitiu David McAllister, eurodeputado alemão do centro-direita, que preside à comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros.

Em termos de prioridades diplomáticas de longo prazo e abrangentes, a Comissão Europeia apresentou uma nova estratégia para a relação com África, numa visita à sede da União Africana, organização com a qual haverá uma cimeira em outubro.

Mas as organizações humanitárias estão céticas, nomeadamente a Caritas Europa, como explicou Luisa Fondello: "Estamos desiludidos porque há uma aposta forte no crescimento económico e no papel do setor privado, mas não há suficiente enfoque no desenvolvimento humano, na criação de serviços públicos, na luta contra a pobreza, que são as prioridades dos cidadãos africanos".

Na proposta de orçamento da União Europeia para os próximos sete anos foram alocados cerca de 100 mil milhões de euros para a política diplomática, incluindo apoio aos países que querem entrar no bloco.

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