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Histórias de solidariedade em tempos de "guerra" contra a Covid-19

Histórias de solidariedade em tempos de "guerra" contra a Covid-19
Direitos de autor Alessandra Tarantino/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved
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De  Euronews
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Médicos em Itália; polícias em Espanha; bombeiros em França; e muitos voluntários por esse mundo fora tentam amenizar os impactos da pandemia junto dos mais necessitados

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Perante a incapacidade dos governos em ajudar empresas, famílias, profissionais da saude e, sobretudo, pacientes, diversos serviços e grupos de voluntários estão a avançar para o terreno e a assumirem-se como uma ajuda decisiva no combate aos impactos sociais desta pandemia de Covid-19.

Em Bergamo, Itália, Monica Pagani, da Unidade Especial de Assistência Continuada, considera "a situação normal". 

"Não me sinto uma heroína, apenas uma pessoa normal a trabalhar", diz.

Também doutros países surgem notícias deste apoio social alternativo. Como em Espanha, onde a polícia tem sido levada a intervenções mais humanitárias.

Por vezes, junto de pessoas idosas que apenas se sentem sozinhas.

"Quando nos veem acalmam-se e descontraem-se. Em muitos casos, recorrem a nós porque querem evitar colocar os familiares em risco", conta-nos o porta-voz da polícia nacional espanhola, Ricardo Gutierrez.

Também a policia civil irlandesa está a dar apoio social às comunidades locais.

Aconteceu com Rian, um rapaz a sofrer de uma doença respiratória e, por isso, impedido de sair de casa desde 01 de março. Foi surpreendido pela "Gardaí" (a designação gaélica da polícia irlandesa) no dia do 10.° aniversário.

Como prenda, a polícia prometeu deixa-lo acompanhar uma patrulha pelo bairro quando terminar o confinamento por causa da covid-19.

Em França, os bombeiros estão a substituir os voluntários da associação "Restos Du Coeur" ("restaurantes do coração"), confinados devido à idade.

Desta forma, as refeições continuam a ser distribuídas aos mais necessitados

Na Russia, Moscovo está também em confinamento e a vida está a tornar-se cada vez mais ainda mais difícil para as pessoas sem-abrigo.

É o caso de Vladimir. Precisa de mudar regularmente de pensos curativos, mas só o conseguiu junto de uma igreja onde mais de uma centena de pessoas sem-abrigo se têm juntado.

"Não o consegui em mais sítio nenhum. Nem no hospital. Até tentámos chamar ontem uma ambulância, mas não veio", contou-nos Vladimir.

Teme-se que nos próximos dias surjam mais e mais pessoas a pedir ajuda em Moscovo.

Em Portugal, os bombeiros de Campolide, em Lisboa, decidiram assinalar o 85.° aniversário de uma cidadã isolada em confinamento. O vídeo, aqui partilhado, pode ser encontrado no Facebook.

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