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Espanha regista mais de 11 mil mortos

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Espanha regista mais de 11 mil mortos
Direitos de autor  Miguel MEDINA / AFP
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Numa Itália que continua a encabeçar o trágico balanço de mortes do novo coronavírus - mais de 14600 vítimas e 119 mil casos de infeção -, os serviços hospitalares estão a recorrer a assistência robotizada para monitorizar a pressão arterial dos pacientes, a frequência cardíaca e outros parâmetros, minimizando o risco atual destas operações.

Francesco Dentali, diretor dos Cuidados Intensivos do Hospital Circolo, em Varese, explica-nos que "os robôs são incansáveis e, sobretudo, não correm perigo de infeção, ao contrário de muitos médicos e enfermeiros".

Os relatos de cerimónias fúnebres praticamente vazias e de despedidas impossíveis multiplicam-se. Em Espanha, onde o número de fatalidades subiu acima das 11 mil (no entanto, o número de mortes em 24 horas caiu para 809), a cidade de Saragoça construiu um hospital de campanha no auditório local em 48 horas. A estrutura alberga 105 camas e cerca de três dezenas de médicos e enfermeiros.

O balanço global de mortes por Covid-19 já ultrapassou a fasquia dos 57 mil óbitos, sendo que a Europa representa mais de dois terços dos casos. Em Portugal, os últimos dados apontavam para 266 mortes.

Em França, onde se registam mais de 6500 vítimas mortais, prossegue a transferência de pacientes da região da Alsácia, onde os hospitais estão saturados, para zonas que ainda têm capacidade de acolhimento, como Toulouse.

Na Alemanha, com 89 mil casos e mais de 1200 mortes, Angela Merkel veio apelar diretamente aos cidadãos para que fiquem em casa durante a Páscoa, dizendo que é "irresponsável" pensar já em levantar parte das restrições que foram impostas, pelo menos, até ao dia 19 de abril.

Entretanto, o clube de futebol Borussia Dortmund converteu parte do estádio num centro de diagnóstico e tratamento para vítimas do novo coronavírus.