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Demissão devido à Covid travada no ministério da Saúde do Brasil

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Jair Bolsonaro,Luiz Henrique Mandetta
Jair Bolsonaro,Luiz Henrique Mandetta   -   Direitos de autor  AP
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Pedido de demissão rejeitado. No meio da epidemia e com o número de infeções e mortes em ascensão, o ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta, anunciou ter rejeitado o pedido de demissão do seu secretário de Vigilância em Saúde.

Mandetta sublinhou que entraram juntos e saem juntos e admite divergências com o Presidente bolsonaro. "O Wanderson mandou um papel que eu mandei devolver para ele, do jeito que chegou voltou para trás. Nós entramos juntos e vamos sair juntos lá de dentro (...) Não sou eu contra o Presidente ou o Presidente contra mim. São visões diferentes do mesmo problema. Se houvesse apenas uma visão, o problema seria fácil de resolver. E não é um problema maniqueísta, não é branco ou preto, existe o cinza, existem várias gradações", declarou.

O secretário de Vigilância em Saúde , Wanderson de Oliveira, técnico do Ministério há 15 anos destacou-se no combate a outras epidemias como o vírus zika.

Bolsonaro é contra o confinamento para não prejudicar a economia e mistura-se em multidões para dar o exemplo contrário ao que o ministro Mandetta, em sintonia como as autoridades internacionais de saúde, defende. Em oposição direta ao presidente estão governadores estaduais, como João Doria.

"O Brasil combate dois vírus: o coronavírus e o bolsonarovírus. Ainda temos que enfrentar posições equivocadas e vários momentos irresponsáveis do Presidente da República contrariando o seu próprio ministro e o ministério da Saúde e também as recomendações da Organização Mundial da Saúde", declarou o governador de São Paulo, que continua a ser o estado brasileiro com maior número de casos confirmados, registando 778 mortos e tendo ultrapassado hoje os 11 mil infetados, registando 11.043 casos de infeção.

O Brasil ultrapassou na quarta-feira a barreira dos três mil novos casos diários do novo coronavírus, registando o número recorde de 3.058 infetados e 204 mortos nas últimas 24 horas. O país sul-americano registou 204 mortes, o mesmo número contabilizado no dia anterior, e 3.058 novas pessoas infetadas, mais 1.226 do que na terça-feira (1.832).

Além do número recorde de novos casos num único dia, o país sul-americano registou um aumento de 13% nas vítimas mortais, de 1.532 para 1.736, enquanto o número de infetados cresceu 12%, de 25.262 para 28.320 casos confirmados.

A taxa de letalidade do novo coronavírus no país manteve-se em 6,1%, indicou o Ministério da Saúde.