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Bolsonaro assume "risco" de piorar covid-19 por reabrir comércio

Jair Bolsonaro e Nelson Teich juntos na tomada de posse do novo ministro da Saúde
Jair Bolsonaro e Nelson Teich juntos na tomada de posse do novo ministro da Saúde   -   Direitos de autor  EVARISTO SA/AFP or licensors
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O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, defendeu hoje a abertura do comércio e reconheceu que corre o "risco" de ser responsabilizado se a situação piorar na luta contra a covid-19.

A declaração teve lugar na tomada de posse do novo ministro da saúde, o oncologista Nelson Teich, que sucedeu no cargo a Luiz Henrique Mandetta, que foi demitido por Bolsonaro na quinta-feira devido às divergências que tinha com o presidente na estratégia de combate à pandemia.

Enquanto Mandetta preconizava as orientações científicas e defendeu o confinamento para evitar a propagação do novo coronavírus, o chefe de Estado insistiu - e insiste - que as pessoas devem voltar ao trabalho e que a economia deve ser reativada porque "o Brasil não pode parar".

"Esta luta para começar a abrir o comércio é um risco que eu corro, porque se a situação piorar (a situação) tudo cai sobre mim. Agora, e isto é algo que muitos já sabem, (o comércio) tem de ser aberto", disse o Presidente brasileiro na cerimónia, onde também falou a favor da reabertura das fronteiras.

Embora Bolsonaro tenha dito na véspera que com o novo ministro tinha concordado em "abrir gradualmente" o país com o objetivo de acabar com as quarentenas implementadas pelos prefeitos e governadores no Brasil, Teich não mencionou quaisquer medidas relacionadas com esta questão durante o seu discurso.

No seu discurso inaugural, o novo ministro da Saúde afirmou que fazer parte do governo de Jair Bolsonaro é "o maior desafio" da sua vida profissional e disse que o foco do seu mandato "vai ser nas pessoas".

O Brasil registou até quinta-feira 1.924 mortes provocadas pela covid-19 e tem 30.425 casos confirmados da doença.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 145 mil mortos e infetou mais de 2,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 465 mil doentes foram considerados curados.