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Salvar turismo europeu requer recursos avultados

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Salvar turismo europeu requer recursos avultados
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O Hotel Metropole, a funcionar desde 1890, no centro de Bruxelas, é um ícone turístico na capital belga. A unidade de cinco estrelas resistiu aos avanços das grandes cadeias económicas e mantinha-se nas mãos da família fundadora, mas vai fechar as portas e despedir 129 pessoas.

Depois de alguns meses de impacto negativo por causa de obras na rua para criar um parque de estacionamento público, a pandemia foi um golpe fatal .

Atualmente é preciso um plano de resgate para o setor turístico e hoteleiro, em todos os níveis de poder, do europeu ao nacional e ao regional. A medida mais urgente a ser tomada é dar liquidez imediata. Os empréstimos e adiamento de pagamentos não são a solução, porque este setor não terá atividade durante muito tempo. O impacto começou a sentir-se bem antes do confinamento e durará muito para lá do seu término", disse Rodolphe Van Weyenbergh, secretário-geral da Associação Hoteleira de Bruxelas.

O turismo tem associados muitos ramos de atividade, desde a hotelaria aos transportes, ao património e atividades de usufruto da natureza, entre outros.

  • Contribui para 10% da riqueza da UE
  • Emprega 27 milhões de pessoas, de forma direta e indireta
  • É composto por quase três milhões de empresas, a maioria das quais de pequena e média dimensão

"A nível mundial, a perda de receita deverá ser entre 275 mil milhões e 400 mil milhões de euros. No caso da Europa, restaurantes e hotéis deverão ter quebras de 50% nas receitas. As empresas mais afetadas são as companhias aéreas e as operadoras de cruzeiros, com perdas de 90% e 70%, respetivamente, mas também ser`ão muito afetadas agências de excursões e de viagens", afirmou Sonya Gospodinova, porta-voz da Comissão Europeia.

A Organização Mundial de Turismo estima que haverá uma quebra de 20% a 30% na atividade, em 2020.

A Comissão Europeia está a preparar um plano de recuperação económica de médio prazo, que incluirá um novo fundo de investimento, e o turismo serä um dos setores a privilegiar.

A incerteza sobre uma eventual segunda vaga pandémica dificulta o desenho da estratégia.

"O melhor cenário será aquele em que os governos relaxam as regras de distanciamento social, mantendo garantias de isolamento para pessoas de maior risco, mas promovendo um grau de normalidade idêntico ao que existia antes. Não pode ser uma forma modificada de normalidade. O pior cenário é aquele onde se mantém a situação atual, com parcial relaxamento de medidas, seguido de novo confinamento se se registar um novo pico de Covid-19, explicou Tom Jenkins, presidente-executivo da Associação Europeia de Turismo.

Uma cimeira da Uniao Europeia especialmente dedicado ao turismo deverá ocorrer no final do ano. Mas para países com grande dependência deste setor, sobretudo no sul europeu (no qual se inclui Portugal) e cujas estimativas são de 40% de quebra de receita, poderao ser necessárias mais medidas no curto prazo.