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Portugal apoia reembolso via vouchers na aviação

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Portugal apoia reembolso via vouchers na aviação
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Portugal foi um dos 12 países da União Europeia que enviaram, quarta-feira, uma carta à Comissão Europeia a pedir a suspensão temporária da legislação que obriga as companhias aéreas a reembolsarem em dinheiros os clientes que viram os seus voos cancelados.

Os ministros dos Transportes da União Europeia reuniram-se, por videoconferência, para discutir o impacto da pandemia no setor, tendo a questão das companhias aéreas encimado a agenda.

Em vez de dinheiro, as companhias querem dar vouchers para serem usados posteriormente, o que desagrada a muitos consumidores face à incerteza sobre quando poderão ser feitas viagens em segurança.

Os governos de França e dos Países Baixos têm sido dos mais empenhados na alteração, mas a carta é também assinada por Bélgica, Bulgária, Chipre, República Checa, Grécia, Irlanda, Letónia, Malta, Polónia e Portugal.

"A obrigação de reembolsar bilhetes cancelados em dinheiro, se o passageiro decidir, coloca as companhias aéreas em uma situação difícil, confrontando-as com sérios problemas de fluxo de caixa", argumentam esses países na carta.

Comissária europeia para os Transportes está contra

Convidam a Comissão Europeia "a propor, urgentemente, uma alteração temporária (...) que permita às companhias aéreas escolher como reembolsar os passageiros".

Contudo, a comissária europeia para os Transportes, Adina Valean, rejeitou, terça-feira, esta opção: "Penso que, neste momento, os passageiros devem manter o direito de optar por um reembolso", disse, terça-feira, numa reunião por videoconferência com a Comissão de Transportes do Parlamento Europeu.

Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo, o peso dos reembolsos de voos cancelados para as companhias aéreas na Europa é de 9,2 mil milhões de euros.

"O objetivo comum da União Europeia e de seus Estados-membros deve ser o de preservar a estrutura do mercado europeu de tráfego aéreo para além da crise atual, levando em consideração os interesses e a proteção necessária dos passageiros", diz a misiva.