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Ciência vai receber 7,4 mil milhões de euros para Covid-19

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Ciência vai receber 7,4 mil milhões de euros para Covid-19
Direitos de autor  Ted S. Warren/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.
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A comunidade internacional prometeu doar 7,4 mil milhões de euros para o desenvolvimento de vacinas, tratamentos e testes de diagnóstico para a Covid-19.

Várias entidades públicas e privadas, coletivas e individuais, responderam ao apelo da Comissão Europeia, que co-organizou com vários países uma conferência, segunda-feira, para acelerar o financiamento do processo científico colaborativo de resposta à pandemia, como solicitado pela Organização Mundial de Saúde.

"Hoje foi apenas o começo de uma maratona global de doações. O segundo objetivo é colocar sob o mesmo teto todas as organizações globais de saúde que trabalham em iniciativas para combater a pandemia", disse Ursula Von Der Leyen, presidente da Comissão Europeia, tendo esta instituição doado 1,4 mil milhões de euros.

O governo português prometeu doar dez milhões de euros, juntando-se a muitos outros parceiros, sobretudo governos, mas também filantropos privados. O Reino Unido prometeu 744 milhões de libras, o Canadá mais de 850 milhões de dólares e Melinda Gates (mulher do fundador da Microsoft, Bill Gates, e co-presidente da fundação com o nome do casal) vai doar cem milhões de dólares, por exemplo.

O executivo comunitário tinha pedido que o bolo incial fosse de pelo menos 7,5 mil milhões de euros para dividir entre vacinas (quatro mil milhões de euros), medicamentos ( dois mil milhões de euros) e testes de diagnóstico (1,5 mil milhões de euros).

Trabalhar em equipa e sem pensar no lucro

Entre as centenas de projectos de que decorrem em muitos países , serão escolhidos aqueles que têm maior potencial para obter os produtos médicos rapidamente, de forma segura e com um preço acessível para distribuição universal.

"Não se pode passar centenas de investigações sobre vacinas para a fase de testes de eficácia e posterior fabrico. Serão seleciondos os projetos de vacinas que parecem promissores e estas terão de ser produzidas em grandes quantidades. Nem sempre essa produção será feita na empresa onde a vacina foi desenvolvida, havendo, provavelmente, transferência de tecnologia para outras empresas de modo a que se possa produzir uma grande quantidade", explicou Seth Berkley, diretor-executivo da Gavi Vaccine Alliance, em entrevista à euronews.

A Organização das Nações Unidas avisou que serão precisos quase 40 mil milhões de euros para que estes meios de diagnóstico e tratamento possam ser distribuídos a nível global, incluindo nos países menos desenvolvidos.