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Indisciplina dos cariocas leva Rio de Janeiro a bloquear algumas áreas

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O Rio de Janeiro decretou hoje o bloqueio de algumas áreas da cidade, face ao incumprimento dos 'cariocas' em relação às medidas de isolamento social por causa da pandemia de covid-19.

O bloqueio, decretado pelo prefeito de Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, e que entra em vigor a partir de quinta-feira, será parcial e proibirá a abertura de estabelecimentos comerciais não essenciais em três bairros da zona oeste do Rio de Janeiro, onde a violação do confinamento social foi mais evidente.

Desde meados de março, as autoridades proibiram a abertura de lojas e centros comerciais, com exceção de serviços essenciais, como supermercados e farmácias.

No entanto, nos bairros de Campo Grande - que atualmente apresenta o maior número de mortes (38) por covid-19 na cidade -, Bangu e Santa Cruz, nem o comércio, nem a população respeitam a quarentena.

De acordo com Crivella, a prefeitura dará início ao bloqueio na quinta-feira e colocará agentes nas ruas para impedir a reabertura de comércios e a saída da população para as ruas. Além disso, a medida restritiva pode ser alargada a outros bairros onde se registe um aumento na circulação de pessoas.

Dados oficiais indicam que nos últimos 15 dias o movimento de pessoas nas ruas do Rio de Janeiro aumentou e a taxa de isolamento social na cidade diminuiu de 79% para 74%.

O bloqueio parcial agora decretado pode anteceder um confinamento total, conhecido mundialmente como 'lockdown, visto que essa possibilidade está a ser analisada não apenas para a cidade, mas para todo o estado do Rio de Janeiro, pelo governador Wilson Witzel.

O Brasil registou na terça-feira o recorde diário de 600 mortes associadas ao novo coronavírus, totalizando 7.921 óbitos e 114.715 casos confirmados desde o início da pandemia no país, informou o Ministério da Saúde.

O Rio de Janeiro é o segundo estado com mais casos no país, com 1.123 óbitos e 12.391 infetados até terça-feira, apenas atrás de São Paulo.